31 de janeiro (ou O dia em que Luna resolveu chorar pra sempre).

Posted by on Feb 1, 2011 in Blog, mãe | No Comments

Luna é um bebê incrível. Faz tudo direitinho, mama bem, dorme que é uma beleza, faz cocô e xixi como deveria, um sonho. Mas ontem, não. O dia 31 de janeiro ficará marcado na história como aquele em que a Luna resolveu chorar pra sempre, por todos os bebês do mundo.

Tudo começou depois do banho-almoço. Sempre damos banho por volta do meio dia porque é mais quentinho e, depois da banheira, é hora de mamar. Ela geralmente dorme depois dessa mamada, mas ontem resolveu ficar acordada. E pedir mais. Em resumo, Luna mamava 10min, dormia 10min e chorava MUITO. E que fique registrado aqui: essas mamadas de 10min eram bem ruins… ela parava, perdia o bico, babava, uma bagunça.

Cólica? Viramos de bruços em nossos braços, fizemos massagem, andamos pra lá e pra cá no colo, no bebê conforto, no carrinho, só faltou alugar um foguete e dar uma passeada pela Lua. Dor de ouvido? Fizemos o teste que a Mari sugeriu pra descobrir se era dor de ouvido: quando o bebê está chorando, você pressiona o ouvido de levinho. Se ele chorar mais, batata. Não foi o nosso caso.

Depois de horas e horas, Fábio estava desesperado e eu chorando, é lógico. Com uma enorme dor no coração, resolvemos apelar para a chupeta. E sabe o quê? Luna cuspiu longe. E juro que não foi por falta de tentativa. Na hora entrei em pânico porque achei que fosse o último recurso, mas no fundo, no fundo, fiquei feliz por ela não ter aceitado a chupeta. E agora?

Chorei pitangas no Twitter e todo mundo mandou uma dica. Uns falaram de funchicória, outros recomendaram paninho quente, massagem, chupeta, secador de cabelo até a dica mais bizarra de todas: põe a chupeta da boca, pega ela no colo e comea a girar até ela ficar tonta. Só pra constar, eu NÃO fiz isso.

Do nada, resolvi tentar uma coisa. Tirei a roupa (a minha e a dela), peguei no colo assim de compridinho, sabe?, e entrei embaixo do chuveiro. A água quentinha caindo nas costas da Luna fez o choro parar e, de repente, a moça estava calminha. Ficamos lá por uns 20 minutos. Ela dormiu profundamente no meu colo. Juro que eu teria dormido também, caso não estivesse de pé, segurando o chumbinho.

Quando saímos, ela acordou e chorou. Vesti e amamentei de novo e, desta vez, ela dormiu pra valer. E eu também.

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