Gica nunca teve dificuldades para se expressar. Por pior que fosse a situação, sempre havia um jeito – fosse escrevendo nas paredes ou raspando a cabeça. A catarinense fez aulas de dança, música, teatro, pintura e bordado quando criança.

Cresceu desse jeito, plural. Produziu pequenos espetáculos de teatro em sua cidade natal – Blumenau – e mais meia dúzia de curtas experimentais. Tem seu projeto musical de uma mulher só, o “Verde Velma”, no qual compõe-toca-canta para quem tem coração. Criou um dos primeiros blogs do Brasil, o “Tuca, não coma o sabonete!” e depois outro e mais outro e mais outro. Hoje, escreve em cinco deles.

Virou publicitária e passou a escrever sob encomenda. Redatora? Não: redatriz porque é mais bonito. Morou na Colômbia, em Florianópolis e atualmente paga o salgado IPTU da Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo, onde trabalha no time de criação comandado por Mentor Muniz Neto, VP de criação da Bullet.

Acredita que toda boa idéia começa no texto e que a extinção das tremas foi um dos piores erros da humanidade – perdendo apenas para a invenção da bomba atômica e das ombreiras.

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