• maio 25, 2008

    Aos encontros e desencontros dessa vida


    Começa com o excesso no guichê da Gol. Mas, Guilherme, eu estou me mudando, poxa. Não adiantou. Me cobrou R$21,80 por causa de míseros dez quilos sobrando entre Florianópolis e Guarulhos. Pelo menos trouxe dois violões, um notebook e uma bolsa gigante como bagagem de mão. Acho que aí eu saí ganhando.

    Algumas ligações, milhões de assinaturas aqui e acolá. Vai ser lindo. Vai, vai. O relógio avisou que estava na hora de procurar o portão de embarque. Papai e mamãe me acompanharam até lá. Desmontei no primeiro abraço, o do papai. Choro, choro, choradeira. Abraço na mãe e tudo duplica. Passei pela revista da Infraero & friends, com seus diversos detectores disso e daquilo, chorando. Procurei o portão de embraque chorando. Fui ao banheiro chorando. Então parei.

    Boa parte dos presentes estava feliz da vida porque seu destino não era São Paulo, pura e simplesmente, mas sim a Parada Gay de São Paulo (uma das maiores do mundo - se não for a maior…). Também havia um casal com um bebê e muitos idosos. Inclusive, um dos casais de idosos me fez companhia durante todo o vôo 1923 da Gol. O senhor dormiu com a aeronave ainda no chão. A senhora me contou do filho que é surfista e do outro filho que é médico, que um trabalha de menos e o outro trabalha demais. Ainda disse que me viu embarcando com instrumentos musicais e perguntou se eu tocava. Respondi que sim e ela disse que o filho-médico tinha um conjunto. Eu acho uma graça chamar banda de conjunto.

    Matheus e sua namorada me aguardavam entre acenos e sorrisos no aeroporto de Guarulhos. Lindos e queridos, me deixaram na casa Julinha (depois de catorze voltas pelas mesmas ruas). Ganhei abraço, beijo e cama quentinha. Delícia.

    No sábado de manhã os pais da Julinha me deram as boas-vindas. São ótimos, os dois. Mesmo. Julinha e eu saímos para bater perna pelos bairros onde poderíamos morar. Começamos por Pinheiros e, não, não encontramos nenhum apartamento legal. Eu achei bacana porque, andando a pé, pude sentir a cidade.

    Fomos até a Vila Madalena para interromper a busca por alguns chopes e comidinhas. Conversas gostosas e dia maravilhoso até percebermos que a bolsa da Julinha havia sumido. Viva, São Paulo!

    Liga pro Itaú, liga pra Mastercard, liga pro seguro do carro, faz B.O. e o escambau. Perdemos um bom tempo entre todas essas tarefas, mas ganhamos a Besourota, que chegou um pouco depois do ocorrido. Conseguimos uma chave reserva do carro (sim, a original estava dentro da bolsa), mas tivemos que chamar o seguro para desativar o alarme (sim, o controle do alarme estava com a chave original, dentro da bolsa). Como Julinha estava sem sua carteira de motorista (sim, etc), eu dirigi até em casa. Eu.

    Chegamos cansadas, estressadas, semi-mortas. Pouco tempo depois, um telefonema avisa que a bolsa foi encontrada não sei onde. José e Julinha correram até lá e voltaram felizes porque a carteira de identidade e alguns cartões estavam lá, bem como algumas coisas de valor sentimental. Pena foi o óculos bã-bã-bã e o iPod, mas isso se compra outra vez.

    Nesse exato momento a minha gripe explodiu, eu caí na cama e não me lembro de mais nada. Beijo, São Paulo, obrigada por me mostrar um pouco de tudo o que você pode me oferecer em um só dia.



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    Postado por Gica Trierweiler @ 10:19:21 am
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Comments

  • Vertov 10:45 on 25/05/2008 | #

    não chore, agora é só alegria para você, sem fardos.

  • Aban 11:25 on 25/05/2008 | #

    Hehehehe..boa!

  • gian 22:19 on 25/05/2008 | #

    são paulo é a disneylandia dos adultos fulltime.

    ps: humpf, nunca fiz parte de um conjunto.

  • Paulo 22:35 on 25/05/2008 | #

    Bem-vinda! Almoços!

  • juju 0:00 on 26/05/2008 | #

    saldos negativos/pré-construtivos: nunca senti tanta coisa esse final de semana. foi muito desapego pra um ser humano só em 48 horas.

    e que venha a segunda-feira-solteira-sem-quedas-livres ;)

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