Atendimento prioritário para grávidas, esse incompreendido.

Posted by on Jan 8, 2011 in Blog, mãe | No Comments

Quando você lê “gestante”, uma imagem de barriga imensa logo surge na sua cabeça, certo? Fique sabendo que isso que dificulta a vida das grávidas ao extremo: o estereótipo barrigudão. Principalmente quando se trata do atendimento prioritário.

Grande parte dos seres não-grávidos acha que as gestantes engrossam o atendimento especial por causa do peso da barriga. Acontece que isso está longe de ser verdade: logo nas primeiras semanas de gravidez somos inundadas por um mal-estar campeão. Pode não haver barriga alguma, mas enjoos, tonturas, fome súbita e o pior dos humores estarão lá. Com o passar do tempo, também temos dores nas pernas, nas costas, até no cabelo. E o peso da barriga, claro.

Por tudo isso, em órgãos públicos, serviços e comércio, as gestantes têm direito ao mesmo atendimento dispensado a idosos e deficientes físicos, entre outras pessoas com necessidades especiais. Duas leis, uma federal e outra municipal, asseguram tal privilégio. Nenhuma delas, no entanto, deixa claro de que forma a prioridade deve ser concedida.

Muitos lugares não têm guichês específicos para o atendimento prioritário e confesso que já recebei olhares flamejantes depois de me colocar à frente da fila desses estabelecimentos. É uma situação incômoda, principalmente quando é o atendente quem desconfia de você. Toda grávida pré-6-meses já deve ter ouvido “senhora, esse caixa é SÓ para portadores de necessidades especiais“. Já perdi a conta de quantas vezes larguei respostas inspiradas a esses infelizes (a campeã foi “querido, eu estou grávida e se você demorar muito para passar meu café-da-manhã, juro que vou vomitar no seu check out”). Isso pra não falar nas velhinhas malucas que se acham o píncaro da prioridade.

Então fica a dica: se você é grávida e ainda não tem barriga, ande com seu cartão da gestante na bolsa e não deixe de exercer seu direito. E se você é não-grávido, respeite quem é, tá bom?

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