novembro 10, 2008

Carta de despedida


Foram quase oito anos. Começou no “Tuca, não coma o sabonete!“, passou pelo “Otimizador de pelos“, pelo “Vida Tarantina” e, finalmente, chegamos ao Verde Velma. Weblogger, Blogger e Wordpress. Uma escola de blogagem, uma quase vida de bloguices.

Bons amigos, empregos, um marido, tantas histórias. Adorei tudo o que conquistei na minha fase blogueira, mas agora chegou a hora de ir pra frente. Escrevo para dizer que agora a minha vida pessoal se restringe às linhas do meu moleskine. O companheiro, amigo e confidente Verde Velma vai continuar aqui, com o meu passado e as músicas do projeto.

Quem quiser saber como estou, pode ligar, mandar um e-mail ou espiar meu Flickr. Quem cair aqui por acaso, pode ficar à vontade com o que sobrou. Aproveito para dizer que estou bem: feliz como nunca, cheia de vontades como sempre. Continuo escrevendo no blog da Bullet, no Update or Die e no euPodo.

No mais, é isso aí :}

Voltando às origens: tá aí o meu novo blog.



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Postado por Gica Trierweiler @ 09:34:30 am | #permalink

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outubro 23, 2008

Lições de vida


Um dia você acorda e esbarra em uma vida legal. Aí você se pergunta: “ei, será que a minha vida pode ser legal?”. Então você fecha os olhos e vai, seguindo a própria intuição. E quando você se dá conta - pimba - tá tudo bonito.



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Postado por Gica Trierweiler @ 12:15:47 am | #permalink

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outubro 17, 2008

Flávia


Flávia tinha verdadeiro pavor de contato humano. Era tida como excêntrica e antipática pelos colegas de trabalho. “Não sei a quem puxou”, dizia dona Heloísa, sua mãe. O fato é que arrepios assombrosos lhe percorriam a espinha toda vez em que se via na obrigação de cumprimentar alguém.

Houve um dia em que foi abordada por um estranho na rua. Quando Flávia sentiu o par de dedos alheios tamborilando suavemente no seu ombro esquerdo, o coração parou, o ar escapou dos pulmões e as pupilas se contraíram. O pânico se instalou de tal forma que não conseguia se mexer. Era o fim.

Excuse-me, lady. I’m kinda lost and I’d like to know where is the art museum. Flávia mantinha-se estática, muda e refratária. O turista caricato tomou um susto com a reação da moça, mas insistiu. Sorry, lady, do you speak english? Sentiu-se leve como nunca. Os joelhos cederam e ela foi ao chão em câmera lenta. Há quem diga tê-la ouvido murmurar algo que soou como um “How do you do?” antes de morrer.

Anthony foi deportado no dia seguinte. Os colegas de trabalho trocaram uma centena de e-mails durante o horário comercial por uma semana. Dona Heloísa converteu-se a uma fervorosa facção cristã, vendeu a casa de praia e doou todo o dinheiro para Jesus.



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Postado por Gica Trierweiler @ 10:36:59 pm | #permalink

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outubro 17, 2008

Epifania


Tô sentindo um negócio estranho. O dia inteiro com um pressentimento de alguma coisa. O quê? Boa pergunta. Saco.



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Postado por Gica Trierweiler @ 08:51:19 pm | #permalink

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outubro 16, 2008

Party Íntima


É amanhã e eu vou! Vamos, vamos, vamos? Mais info aqui.



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Postado por Gica Trierweiler @ 12:21:31 pm | #permalink

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outubro 16, 2008

KT Tunstall no Via Funchal: surpreendente


Ontem eu ganhei um convite para o show da KT Tunstall nos carenta-e-cinco-do-segundo. Quem me apresentou a moça foi o Rodrigo, aquele meu irmão de criação. Fazia um tempo que eu não ouvia os acordes da KT, mas fui mesmo assim.

Uma das grandes vantagens foi o local. O Via Funchal fica a exatos oito minutos da minha casa. A pé. Sim, pela primeira vez na minha vida eu fui assistir a um show internacional sem me preocupar com estacionamento, carro, carona, táxi e o escambau.

Chegando lá, dona Paty Maionese me esperava com o meu convite. Assim como eu, ela também foi vencedora da promoção relâmpago feita pelo Jeff Paiva. Conversamos um pouquinho e confessamos nunca ter assistido a um show ao redor de uma mesa, sentadas em cadeiras estofadas. Sensação estranha.

Assim que KT e sua banda entraram no palco, o clima esquentou instantaneamente. Não sei se foi a simpatia, a energia, a voz, a alegria sem-fim, mas a mulher fez mágica. Conversou bastante com o público, falou português, deu aula de break e até fez brincadeirinhas em uma de suas músicas dizendo que veio para o Brasil tomar Guaraná (fica a dúvida: product placement ou mera coincidência simpática?).

Não demorou muito até que todos se levantassem para dançar e/ou chegar mais perto. Os pop hits embalaram o público, que não desapontou a pequenina em momento algum. O palco era uma festa. Foram quase duas horas de um show delicioso, que poderia ter demorado um pouquinho mais.

Vou publicar aqui o vídeo com a música mais conhecida da KT, Black Horse and the Cherry Tree. Vocês não têm idéia do que é ver essa mulher fazendo isso ao vivo.

PS. Dizem que até a Sandy estava presente. Bigode.

PS2. Obrigada de novo, Jeff Paiva!



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Postado por Gica Trierweiler @ 10:43:12 am | #permalink

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outubro 15, 2008

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí?


Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em
Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o
problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em
nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar a fome de quem já estava de barriga cheia.

*

Escrito pelo chefe-Neto no Update or Die.

Eu assino embaixo, e você?



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Postado por Gica Trierweiler @ 06:52:52 pm | #permalink

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outubro 15, 2008

#picolétime


110 picolés estão a caminho da Bullet nesse exato momento. Tudo porque daqui a pouco, às 16:30, começa o #picolétime, flash mob da Bullet em resposta ao calor de São Paulo.

O #picolétime acaba de ser lançado no Twitter e está aberto a todos aqueles que também acham que não há nada melhor que um picolé para se refrescar no calor das agências. Então hoje, às 16:30, picolé na mão e feliz #picolétime!



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Postado por Gica Trierweiler @ 04:36:28 pm | #permalink

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outubro 14, 2008

Verde Velma Mellancia Sessions - O show mais 2.0 do mundo


Foi muito, muito, muito bacana. Apesar de me ter me sentido um tanto quanto desamparada sem meu baterista, levei o show numa boa. Foram 13 canções minhas e algumas brincadeiras descompromissadas com músicas dos outros. Mas o mais legal não foi a música em si.

Juro que nunca vi um show tão interativo em toda a minha vida. Enquanto eu cantava e gravava, o Cris Dias exibia o show para o mundo via Justin TV. Em paralelo, Jeff Paiva e Mafê tuitavam a URL do streaming e me passavam os recados dos webespectadores em tempo real. Teve beijo para o Brasil inteiro e arrecadação de novos fãs, com direito a chat ao vivo depois do show.

Para completar, publico as músicas que gravamos lá. Tem alguns erros, risadas e algumas gafes. Abra uma cerveja, feche os olhos e imagine-se na sala da Mafê e do Maestro Billy, os dois queridos que abriram as portas de casa para me abrigar no primeiro Mellancia Sessions. Você pode baixar as músicas uma por uma aí embaixo ou clicar aqui e baixar tudo de uma vez. Enjoy!

Download Bom Dia


Download Calada


Download Canto pra mim


Download Eu sei perdão


Download Ficou tarde


Download Frio


Download Indiferença


Download Mais bonito


Download Mates


Download Respira


Download Responde


Download Te usei


Download Tremas

Agradecimentos públicos ao sêo Pokadots, que me ajudar a editar o post.



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Postado por Gica Trierweiler @ 11:22:12 pm | #permalink

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outubro 8, 2008

Mellancia Sessions: Show de Verde Velma


Mais um show em petit comité na cidade-cinza, desta vez sem bateria (malditos vizinhos). É nessa quinta, dia 9, no Estúdio Mellancia, a convite da @mellancia e do @maestrobilly.

Se você estiver em São Paulo, leve o que for beber e apareça às 20:30. Vai ser bonito.



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Postado por Gica Trierweiler @ 04:39:31 am | #permalink

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outubro 5, 2008

don’t make a sound.


_Me um cigarro? Ele oferece o maço.

Em coreografia, os dois acionam os isqueiros.

O silêncio chega para fumar também.



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Postado por Gica Trierweiler @ 04:12:49 pm | #permalink

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outubro 5, 2008

Dia Nacional da Agulha


Ontem eu acordei cedo para ir fazer um exame de sangue. Cheguei em casa, peguei o Catavento e fui levá-lo para tomar duas vacinas. Depois, retoque de tatuagem na Galeria Ouro Fino e já-que-estamos-por-aqui-mesmo, coloquei um piercing novo atravessando meu septo nasal.

O sangue saiu daqui.

Milhares de agulhas passaram por aqui.

E o piercing entrou ali, ó.

Fotos no Flickr.



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Postado por Gica Trierweiler @ 12:01:48 pm | #permalink

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outubro 5, 2008

Despertador


Enquanto eu me espreguiçava você ainda estava acordando. Me espiando com um olho só (o outro amassado no travesseiro), você sorriu bonito. Bonito do seu jeito que eu gosto tanto.

Um, dois, três, oito, não sei quantos beijos entre pernas enroscadas, cócegas e gargalhadas. Eu-te-amo-e-eu-também. Você me contou seu sonho doido e eu ri, como sempre. Me senti feliz, completa e tranqüila. Como sempre, com você.



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Postado por Gica Trierweiler @ 02:32:22 am | #permalink

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outubro 2, 2008

Mac Adventure Blog: perdido em San Francisco


Rodrigo Nones é meu bibelô. Duplamos juntos em Blumen há muito, muito tempo, e acabamos virando irmãos de criação (com o perdão do trocadilho infeliz). Eis que o dito-cujo acaba de chegar em San Francisco para realizar seu sonho de trabalhar fora do perímetro tupiniquim. O mais legal é que ele não vai lavar pratos, nem limpar bunda de criança.

Sêo Rodrego foi parar em um lugar que eu não lembro como chama, mas é um tipo de FSC. Está no setor de cominucação e marketing da instituição, o que é ainda mais bacana. Eu já disse: ele vai virar uma mistura de Kotler com Capitão Planeta.

Não consegui dar um aperto de despedida, mas registro aqui o meu punhado de good vibes. Rô: você é foda e eu tô morrendo de orgulho. Respira, aproveita cada segundo aí na terrinha despiroque e não toma muito sereno.

Quem quiser pode acompanhar as aventuras do Rodrigo no Mac Adventure Blog.



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Postado por Gica Trierweiler @ 10:21:21 pm | #permalink

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setembro 29, 2008

Skol Beats 2008: \o/


Quem me conhece sabe que eu não sou e nunca fui muito fã de música eletrônica. Não sei diferenciar os milhões de tipos de tunts-tunts. Pra mim, psy, trance, drum n’ bass, techno e o escambau são todos farinha do mesmo saco. E, mesmo assim, fui ao Skol Beats 2008.

Fato: não pagaria para ir ao evento. Fui porque ganhei um convite nos quarenta-e-cinco-do-segundo-tempo da Besoura e do Pedro. Fiquei boquiaberta com a estrutura, a sinalização e a organização. Apesar do local ser imenso (Anhembi/SP), foi muito fácil se encontrar no meio do mar de gente. Os pontos de alimentação aceitavam cartão de crédito e o estacionamento oficial do evento custava R$20. Havia muito espaço para sentar e descansar entre um show e outro. E tinha até shopping center com a parceria do Morumbi e o Mercado Mundo Mix.

Também foi bacana acompanhar o portal Skol Beats, com detalhes do evento e vários pontos de participação do público, que escolheu djs, formatos de palco e outras características da edição. Alimentado em real time, o portal publicava fotos, vídeos e textos matavam a vontade de quem teve que ficar em casa na noite do dia 27.

Como eu não entendo patavina da música, vou dizer que vi apenas o show do Justice e gostei bastante. Cantei junto e dancei muito com a Besourota e a Julinha. Depois fui para casa pensando “negócio bem bolado, esse”.



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Postado por Gica Trierweiler @ 01:00:05 pm | #permalink

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