Casamento lindo e barato: modo de preparo.

Posted by on Sep 25, 2010 in Blog, dica da gica, vida | No Comments

No fim do ano passado Fábio e eu decidimos mudar de estado civil. Era só o que faltava, visto que os dois já moravam no mesmo apartamento e concordavam que um era a tampa da panela do outro. Nosso casamento foi lindo e custou bem pouquinho. Sim, isso é possível e eu vou dizer como.

A decisão.

Foi simples assim. Um “vamos nos casar de verdade?” proferido depois do café da manhã, seguido de um “e aí a gente vai pra NY”. Foi gostoso porque foi natural da gente, espontâneo. Muitas pessoas pensam que casamento PRECISA de um planejamento de um, dois anos. A notícia boa é que, dependendo do que você espera para o seu casamento e da verba disponível, isso não é regra.

O tipo de casamento.

Pode ser uma festinha ou um eventão, na igreja ou em uma montanha russa. Na minha singela opinião, esta decisão cabe única e exclusivamente aos noivos, já que o casamento é deles. Fábio e eu concordamos que gastar milhares de reais em um dia não fazia muito o nosso tipo e que seria bem mais legal investir em uma lua de mel bacana. É lógico que nem tudo são flores: um casamento justinho significa que a lista de convidados precisa caber nos dedos das mãos (e dos pés, vai).

A lista de convidados.

Foi difícil, mas conseguimos. A fórmula foi “pais+irmãos+padrinhos” que, querendo ou não, são as pessoas mais imprescindíveis da sua vida. A vantagem de ter uma lista diminuta é que a cerimônia cabe em lugares fofos e cheios de personalidade, ao contrário daqueles salões de festa gigantes, palcos das formaturas da cidade.

O lugar.

Eu sou atéia, o Fábio é simpatizante do budismo. Descartamos a igreja logo de cara, apesar do ar de reprovação de uns e outros. Mesmo assim, queria manter alguma tradição. Nos casamos em Blumenau, a cidade da noiva que vos escreve. O lugar foi o Senac Bistrô Johannastift, que fica em um dos primeiros prédios blumenauers. Todo charmosinho e com um cardápio de-li-ci-o-so, ficou ótimo com a nossa “direção de arte”.

O estilo.

Em um determinado ponto, entrei em pânico porque não sabia como seria o vestido, o convite, a decoração: nada. E precisava fazer uma planilha de previsão de custos. Respirei fundo e concluí com meus botões que eu precisava de uma “prancha conceito”. Um guia de estilo que determinaria a estética e o tom de tudo. Passei um dia inteirinho no mais que maravilhoso Ruffled Blog. Separei imagens de referência para o vestido, alianças, cabelo, flores, iluminação, convite, lembrancinhas e tudo mais. Montei um keynote, orcei tudo, fiz alguns ajustes para não inflar a planilha e pronto: a planta baixa do casamento estava feita e as coisas começaram a tomar forma.

O vestido.

Aprenda uma coisa: o verbete “vestido de noiva” é sinônimo de cifras de muitos dígitos, ainda mais se estivermos falando daqueles vestidos de princesa dos casamentos do consciente coletivo. Ainda bem que nunca fui muito fã desse estilo e o modelito campeão foi um tomara-que-caia branco com bolinhas vermelhas, feito sob medida com uma costureira que descobri sem querer na própria loja de tecidos. Dica de ouro: se você optar por um vestido alternativo que não tenha cara de vestido de noiva, jamais diga à costureira que se trata de um. Seu bolso agradece.

O noivo.

Partindo do pressuposto de que você fez como eu e escolheu o cara certo, o figurino do noivo é mole. Para combinar com meu vestido, o Fábio foi de calça social, camisa branca e suspensório vermelho. Ah, e um Converse Skid Grip tipo esse.

O convite.

Com uma noiva redatora e um noivo escritor-desenhista, a expectativa por um convite lindo era grande. Queria que fosse quase uma declaração de amor à nossa maneira. Me inspirei e redigi o texto. Pedi para o Fábio fazer uma ilustração. Terror e pânico na hora da diagramação: não cabia no padrão de papel e envelope. O conteúdo venceu e mudamos de plataforma. Nosso convite ficou lindo e foi enviado por e-mail mesmo.

Os presentes.

É cada vez mais comum ver casais como a gente: os dois já moram juntos e têm tudo. Nesse caso, como fazer uma lista de presentes? Alguns casais optam por pedir dinheiro. Chegamos a cogitar fazer o mesmo, mas concordamos com Glorinha Kalil que disse “é extremamente deselegante. Eu não pago ingresso pra ir a casamento algum”. Resolvemos o impasse pedindo coisas legais que ainda não tínhamos, como a mais que maravilhosa máquina de pão, batedeira, aparelhos de jantar e afins. E para facilitar a vida de todo mundo, estava tudo na Americanas.com.

A decoração.

O Bistrô já é um charme por si só, dentro e fora. Escolhi ornar tudo com plantas delicadas e, importante: mais verdes. Vasinhos com musgos e tostões, mosquitinhos e, somente na mesa dos noivos, um arranjo de gérberas vermelhas como as do buquê. A sala onde foi feita a cerimônia foi iluminada com pisca-pisca branco (o efeito ficou lindo nas fotos). Mandei as referências para a Reguita da J&J Decorações, acertamos o valor e, quando vi a decoração 4 horas antes da cerimônia, virei borboleta: estava simplesmente divino.

O registro.

Outra coisa beeeem pessoal. Fábio e eu nunca gostamos de assistir vídeos de casamento e resolvemos abrir mão do nosso. Optamos por um registro exclusivamente fotográfico. Mas ao fazer isso, você é obrigado a caprichar no fotógrafo para garantir a qualidade das suas lembranças. Tenho pavor de fotógrafos de casamento, por isso chamei um amigo-designer-fotógrafo que faz cliques como ninguém. Levamos Danilo Siqueira para a Blumelândia e aproveitamos para fazer um making of do dia do casamento. As fotos (algumas) estão aqui e saíram até na Revista TPM, miagente!

Outras coisas.

Nunca entendi o bolo de noiva. Quem é que come bolo depois de um jantar com sombremesa? Troquei o bolo por um delicioso brinde com champagne. Os tradicionais bem-casados também caíram fora: as lembrancinhas foram bottons feitos com as ilustrações que o Fábio fez para o convite. Encontramos alianças discretas e especiais na Vivara. Em NY, ficamos em um hotel boutique descoladíssimo mais que bem localizado: o Pod Hotel. E, sim, estamos sendo felizes para sempre.

Espero que as dicas sejam úteis. Se você tiver alguma pergunta ou sugestão, fique à vontade nos comentários.

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