Filme para se entregar.
Não sei se foi pelo roteiro, pela atriz mirim, pelas cores ou o quê. Dublê de Anjo me pegou pela mão e me levou pra longe. Prepare-se para chorar. Dublê de Anjo, de Tarsem Singh – 2006
Filme para ficar com vontade de fazer filmes.
Pela idéia, pela direção, pelo elenco, pelos diálogos, pelo roteiro – brilhante, pelo John Malkovich. Ao rolar dos créditos finais, você já sente coceiras por todo o corpo: você PRECISA fazer um filme. Quero ser John Malkovich, 1999.
Filme para viver os sonhos de infância.
Quando a gente era criança tudo era mais legal porque nada era impossível. Às vezes é bom lembrar disso e, quem sabe, tentar resgatar esse modus operandi. The Goonies, 1985.
Filme para ter medo dos seres humanos.
Por trás de cada um existe uma bomba, uma força exponencial sem precedentes, que se liberta com a raiva profunda. Até onde você seria capaz de ir em seu momento de ira? Aposto que muito mais longe do que você imagina. Irreversível, 2002.
Filme para voltar com o/a ex.
Se você estiver inseguro quanto ao seu relacionamento ou a sua situação cardíaca, é melhor nem ver. Se você estiver com uma pontinha assim pequenina de saudade, assista com o telefone no colo. A qualquer momento você vai discar para dizer tudo-bem-que-a-gente-tinha-um-monte-de-coisas-ruins-mas-também-a-gente-era-feliz-e-tudo-bem-e-eu-te-amo. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança, 2004.
Filme para ficar diabético.
A semana foi um caos, prazos, discussões, trânsito e o escambau. Agora é domigo à tarde e está tudo cinza lá fora. o coração pode estar em pedaços (ou não) e você quer mais é esquecer do que é ruim e ver uma janelinha de doçura. Doce, tão doce, pra rir chorando e ter vontade ...

