Episódio final.

Posted by on Jun 20, 2011 in Blog, mãe, vida | No Comments

Hoje começa o fim de mais uma temporada da minha vida. Um monte de coisas acontecendo, eventos sucedidos por dois pontos: o que vai acontecer depois, eu não sei. Aprendi a respeitar essas coisas, bem como aprender com elas. Até porque já somos grandinhos demais para sentar de cócoras e choramingar.

Para começo de assunto, percebi que estava entrando numa bolha de mim mesma. Mas não de um jeito introspectivo, reflexivo e outros ivos que podem até ser construtivos. Era uma bolha de burrice, um Twitter way of life. É, Twitter. Enquanto há muita gente inteligente por lá e opiniões interessantes, também há uma galáxia de informação inútil e coisas que só nos fazem perder tempo. Mas, ao meu ver, nada pode ser pior do que a dinâmica que o Twitter dá para a vida dos usuários. Nada mais se aprofunda, não é preciso elaborar opiniões – principalmente quando existe o RT. Faz um tempo que o Fábio começou a estudar várias teorias de produtividade e controle do tempo. Conversei com ele a respeito e depois de ouvir um caminhão de bons argumentos nos propusemos um desafio: abstinência de Twitter por uma semana. Desinstalamos aplicativos e apertamos as mãos. Começou à meia-noite de hoje. No próximo domingo faremos o balanço do que mudou nas nossas vidas para então decidirmos o que fazer.

Seguindo a mesma linha, resolvi abrir mão dos comentários. Pode parecer – sei lá o que pode parecer. A questão é que me cansei um pouco dessa democracia digital. É isso, me cansei de gente que não concatena idéias e usa meu sistema de comentários como mural universitário. OK, então por que eu não vou escrever um diário? Porque eu quero escrever aqui. Antipático? Pode ser. Mas é outro desafio.

Também passamos a régua em um longo relacionamento. Hoje foi o último dia de trabalho da nossa empregada, que nos acompanhou nos últimos dois anos. A babá trabalha só até quarta-feira. E como vai ser depois? Não sei. Se eu não estou preocupada? Não. E acho que essa foi uma das melhores coisas que a vida/maternidade me ensinou nos últimos tempos. Parei de sofrer por antecipação e de me desesperar porque isso nunca ajudou em nada. Sim, aprendi a respirar fundo e resolver. E se a solução não está ao meu alcance, então respiro. E espero. Até me ocorrer algo melhor ou mais eficaz. Reconheçam: é um belo avanço para uma blumenauer genuína.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.