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		<title>Encarei mais essa luta.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 01:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[abri a torneira e deixei a água correr só pra ver até onde ia tudo isso. foi tão longe que nem sei perdi o fim e não vejo o começo. caí no mar do rebuliço que me puxou com força bruta me deixo levar ou resisto? encarei mais essa luta. encarei mais essa luta. encarei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Mc7wuoHVqaz55huoEmSHsW15_500.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1509" title="ffffound_image" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Mc7wuoHVqaz55huoEmSHsW15_500.jpeg" alt="" width="410" height="485" /></a></p>
<p>abri a torneira e deixei a água correr</p>
<p>só pra ver até onde ia tudo isso.</p>
<p>foi tão longe que nem sei</p>
<p>perdi o fim e não vejo o começo.</p>
<p>caí no mar do rebuliço</p>
<p>que me puxou com força bruta</p>
<p>me deixo levar ou resisto?</p>
<p>encarei mais essa luta.</p>
<p>encarei mais essa luta.</p>
<p>encarei mais essa luta.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que você anda comendo?</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 02:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se você está lendo esse texto, tem idade suficente para saber que o mundo evoluiu muito rápido nos últimos anos. Temos internet sem fio, máquinas controladas por voz, cirurgias teleoperadas. A internet instaurou uma nova democracia e deu voz às pessoas. Marcas são cobradas e questionadas. Dizem que chegamos na era da transparência. Será? Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/real-food-face.jpeg"><img class="aligncenter  wp-image-1502" title="foodface" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/real-food-face.jpeg" alt="" width="633" height="645" /></a></p>
<p>Se você está lendo esse texto, tem idade suficente para saber que o mundo evoluiu muito rápido nos últimos anos. Temos internet sem fio, máquinas controladas por voz, cirurgias teleoperadas. A internet instaurou uma nova democracia e deu voz às pessoas. Marcas são cobradas e questionadas. Dizem que chegamos na era da transparência. Será? Se isso é verdade, <strong>responda-me: o que você anda comendo?</strong></p>
<p>Se você respondeu &#8220;frango&#8221;, preciso acrescentar hormônios, anabolizantes, melhoradores de desempenho e antibióticos à sua resposta. Coliformes fecais também, lógico. Desde o nascimento da ave até o frango à milanesa, passaram-se apenas algumas semanas. No passado esse desenvolvimento levaria meses. E veja que eu nem comecei a falar sobre as condições das granjas, onde animais vivem em áreas de superlotação, bicando uns aos outros em meio às próprias fezes.</p>
<p>Lembro de um e-mail que circulou há um tempão, dizendo que o hamburger do McDonald&#8217;s era feito de minhoca e que eles tinham mudado animais geneticamente de modo que produzissem muito mais carne, sem espaço para olhos ou pernas, por exemplo. Todo mundo ria disso e dizia que era impossível e que o McDonald&#8217;s jamais faria isso com a gente. Alguém fez o Chester, esse frango anabolizado com o dobro de peito e coxas.<strong> Uma ave que não tem estrutura óssea para suportar o próprio peso sem sentir dor.</strong> O mesmo ocorre com perus e suínos pelo mundo. Sabia que há apenas alguns produtores de peru nos Estados Unidos que criam perus heritage, ou seja, não modificados geneticamente? Esse tipo de peru quase foi extinto na década de 90 porque era muito mais legal criar aquele peru fabricado para ser maior e carnudo. Eles não se reproduzem naturalmente, mas parece que ninguém se importa. Se tudo isso parece ruim, já aviso: vai piorar. <strong>Essas manipulações genéticas são um prato cheio para as epidemias que saltam de uma espécie para a outra, como a H1N1, por exemplo.</strong></p>
<p>Outros velhos conhecidos como o glutamato monossódico e aspartame estão sendo condenados pela medicina há décadas. Alguns estudos apontam que o glutamato pode ser mais prejudicial para a saúde do que nicotina e álcool. Enquanto isso, Sazón tem propaganda na TV e todo mundo usa achando que está fazendo bem para sua comida e para si. O aspartame faz a festa em adoçantes e muitos alimentos e refrigerantes light ou diet, mas é um agente cancerígeno cientificamente comprovado. Ah, sabe o Polenguinho? Tente imaginar o que é preciso colocar num queijo processado para que ele dure meses fora da geladeira. E os agrotóxicos despejados nas plantações e absorvidos pelos vegetais? Esses são só alguns exemplos.</p>
<p>O que me incomoda de verdade é que tem muita gente doente no mundo e já foi comprovado que a maioria das doenças está intimamente relacionada à alimentação. Você não precisa ser médico ou biólogo para ver que estamos ingerindo uma porção de veneninhos diariamente.  <a title="Jamie Oliver TED" href="http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/jamie_oliver.html" target="_blank">Assista ao TED do Jamie Oliver</a> com atenção. Se condenamos coisas como o cigarro, por exemplo, por que somos tolerantes com os absurdos da indústria alimentícia? Fico pensando que as embalagens de alimentos deveriam trazer avisos tão agressivos quanto aqueles nos maços de cigarros.</p>
<p>Não sou ingênua. Eu sei que é a produção em grande escala que garante comida na mesa das pessoas. Eu sei que se não fosse por causa dos melhoradores, anabolizantes, agrotóxicos e tudo de ruim, não teríamos comida em abundância no supermercado. Eu sei que frango barato é uma solução que resolve a nutrição dos povos de baxíssima renda. Eu sei que a maior parte do mundo não tem dinheiro para pagar R$40 no quilo do frango orgânico, como eu faço. <strong>Mas também sei que, do jeito que estamos comendo, não vamos muito longe.</strong></p>
<p>PS. Se você se interessou pelo assunto, leia &#8220;<a title="Compre na Saraiva" href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3412899/comer-animais/?PAC_ID=30393" target="_blank">Comer Animais</a>&#8220;, do Jonathan Safran Foer.</p>
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		<title>Maternidade e Privacidade? Tente novamente.</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 01:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mãe]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Tirei uma soneca deliciosa com a Luna na minha cama. Ela acordou, mas ainda estava meio sonolenta, lerdinha, dando risada para a parede. Eu queria fazer xixi. Parecia que estava com vontade há 45 dias. Então coloquei minha filha no meio da cama de casal com uns brinquedinhos e fui andando em direção à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/privada-descarga.jpeg"><br />
<img class="aligncenter" title="privada-descarga" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/privada-descarga.jpeg" alt="" width="466" height="310" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tirei uma soneca deliciosa com a Luna na minha cama. Ela acordou, mas ainda estava meio sonolenta, lerdinha, dando risada para a parede. Eu queria fazer xixi. Parecia que estava com vontade há 45 dias. Então coloquei minha filha no meio da cama de casal com uns brinquedinhos e fui andando em direção à privada andando de costas para a dita, de frente para a Luna. Antes que as mães xiitas liguem para o Juizado de Menores, devo dizer que a privada fica a 2m da cama porque meu quarto é uma suíte.</p>
<p>Sentei-me. Luna me olha com uma cara engraçada: &#8220;<em>mamãen?</em>&#8220;. &#8220;<em>Mamãe está fazendo xixi, que nem você</em>&#8220;. &#8220;<em>Xxxxxixxxx?</em>&#8220;. Ela se distraiu novamente com os brinquedinhos e eu me distraí com a sensação de alívio. E por falar em alívio, sem querer, lá estava eu fazendo cocô. Antes que os leitores sem filhos façam cara de nojinho e me julguem para sempre, quero dizer que vocês não sabem que sua relação com cocô muda completamente depois que você tem filhos. Cocô passa a fazer parte do dia, tipo pão, trânsito e meleca de nariz. Mas não pense no cocô. Mantenha o foco na situação.</p>
<p>Luna voltou a olhar pra mim, agora como se estivesse me vendo pela primeira vez na vida. Ficou feliz e veio na minha direção. Coloque sua mente cinematográfica para trabalhar e pense na sequência MATRIX que rolou a seguir. Eu na privada e minha filha de um ano e dois meses engatinhando na cama, vindo na minha direção, prestes a despencar da cama box. Tensão.</p>
<p><em>&#8220;LUNA, fica aí.&#8221;</em></p>
<p>Luna para e olha. Volta a se mexer.</p>
<p>&#8220;<em>Luniquinha, olha o travesseiro, que legal.</em>&#8221;</p>
<p>Luna nem aí.</p>
<p>&#8220;<em>LUNAIMELDELSDOCEU.</em>&#8221;</p>
<p>Luna para e olha e vai e para e lá estou eu colocando minha filha no chão. Minhas calças na altura das Havaianas, claro, mas o importante foi que ninguém saiu ferido. Uma coisa que me perturbou: tive tempo de puxar a descarga, mas não consegui lavar as mãos. Me achei uma mãe bem medíocre por isso, mas ao mesmo tempo salvei meu bebê de um tombo homérico, então acho que tudo bem eu ter passado uns micróbios pra Luna. Coisas da vida, um dia ela vai aprender. E eu ainda aprendo que maternidade e privacidade são conceitos que disputam o mesmo território em momentos não muito adequados.<a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/privada-descarga.jpeg"><br />
</a></p>
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		<title>Se você quer mesmo saber.</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 12:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="from ffffound.com" src="http://lh5.ggpht.com/-MUbVZjSPXig/Tz506bIpqtI/AAAAAAAAISY/qTljDHSutxI/barry%252520x%252520ball%2525205%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" alt="" width="618" height="604" /></p>
<p>Posso resumir tudo com uma sensação de incapacidade respiratória. Se você insistir no assunto, talvez eu fale sobre os músculos que parecem ser feitos de chumbo e areia. E se você quiser saber mesmo o que está acontecendo &#8211; eu avisei &#8211; digo que faz dias que não durmo como se deve, que passo a mão pelos cabelos e metade deles se desprendem dessa cabeça que anda mais pesada do que nunca. Meus olhos captam uma fração do que realmente acontece e o que o cérebro registra é um pouco, ou seja, fração da fração, ou seja, muito pouco, você entendeu. A coluna reclama dos movimentos e posições, dormindo ou acordada. As unhas quebradiças não poderiam me defender sequer de espíritos nessas condições. As palavras me amarram no meio do discurso e somem deixando para trás apenas suas iniciais &#8211; passei sete horas até conseguir completar COERENTE ontem. Meu maior desejo é sentar no chão e ficar em silêncio por um intervalo de tempo maior que oito segundos. Mas o pior de tudo, pior que a indisposição, que unhas partidas, pior de tudo é essa cortina de tristeza que tem caído sobre meus dias. Um voil cinza e fino que me fragiliza mesmo quando tenho que ser forte, instaurando um sentimento quadrado que mistura frustração, culpa e impotência. Pode ser coisa da tiróide ou dos hormônios ou a culpa é dos agrotóxicos e anabolizantes que colocam na nossa comida como se isso fosse algo muito bom. Pode ser que eu tenha muita coisa para fazer. Ou para pensar. Ou pode ser tudo isso misturado.</p>
<p>Mas não se preocupe, eu ainda volto. Eu sempre volto.</p>
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		<title>Amor de verdade espera.</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 01:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava andando na calçada onde não batia sol, olhando as vitrines, as nuvens e os outros passando. Imaginando que aquele cenário da cidade de sempre, da rotina de sempre, do caminho de todos os dias, tudo isso poderia gritar &#8220;surpresa!&#8221; e plim. Então um cara do tipo que poderia ser o amor da minha vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/truelovewaits.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1480" title="truelovewaits" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/truelovewaits.jpeg" alt="" width="640" height="640" /></a></p>
<p>Estava andando na calçada onde não batia sol, olhando as vitrines, as nuvens e os outros passando. Imaginando que aquele cenário da cidade de sempre, da rotina de sempre, do caminho de todos os dias, tudo isso poderia gritar &#8220;surpresa!&#8221; e plim. Então um cara do tipo que poderia ser o amor da minha vida veio vindo na minha direção, olhando nos olhos que ficavam bem atrás dos meus óculos.</p>
<p><em>&#8220;Me dá a mão? E um beijo? Vamos ser felizes aqui nessa calçada e no meu apartamento e vamos tocar violão juntos? Olha, vamos ter uma banda e namorar e fazer muito sexo e também vamos viajar e ver uma porção de shows? Vamos? Ah, eu te amo. Me dá a mão? E seu coração?&#8221;</em> Mas não, ele não disse isso. Todo esse parágrafo aconteceu na minha cabeça um pouco antes de ele dizer: <em>&#8220;seu cadarço, moça&#8221;</em>. Falou, passou, foi-se embora.</p>
<p>Outro dia bati no carro de um cara, numa dessas ações estúpidas que você comete sem olhar para TODOS os lados &#8211; principalmente o de trás &#8211; antes de dar a ré. Depois de praguejar ainda com as mãos no volante, fui tomada por um pensamento supraotimista: <em>&#8220;e se eu bati no carro do meu futuro namorado?&#8221;</em>. Saí toda desculpa-a-culpa-foi-toda-minha e ele parecia interessante mesmo, pelo menos até abrir a boca e largar um português refugiado, todo lascado e sofrido como se tivesse passado os últimos 10 anos sob o poder das FARC. Esse cara não poderia ser o amor da minha vida, não com aquele português. Fui embora e, uma semana depois, paguei um bom dinheiro no conserto do carro dele. Ligou para agradecer e me chamou para sair, mas, ah&#8230; <em>deixa assim, moço, obrigada</em>.</p>
<p>Mas teve um dia em que tudo foi diferente. Cheguei numa balada e, de cara, encontrei uma amiga. Essa amiga tinha um amigo lindo que disse: &#8220;Uau! Você é a Gica? Suas músicas são muito legais!&#8221;. Em menos de três segundos visualizei nosso casamento, nossos filhos loiros e de olhos azuis, nossa vida em São Paulo. Enquanto isso ele falava que trabalhava com animação, que isso e aquilo, e tudo o que ele dizia era muito legal.</p>
<p>Depois de tanto falar, fomos dançar. Eu deveria estar com um sorriso grande a ponto de abrigar um transatlântico e um animal de porte médio. Já estava anotando nos bloquinhos mentais: dezessete de outubro, o dia em que conheci O cara. Até que ele olhou pra mim com aquele olhar de &#8220;vou te beijar agora&#8221; e eu olhei pra ele com aquele olhar de &#8220;mas só se for agora, meu querido&#8221; e orguihjk;djbflsKJDHA;WIORWqroikNFDVCNBV,MNS:LKkdsdklfjbsd. O beijo mais errado da vida. Senti um choque, um bloqueio, um &#8220;pára com isso já&#8221;. Fiquei transtornada do tipo &#8220;ah, legal, vou ali e já volto&#8221; e ele confuso do tipo &#8220;what the fuck?&#8221;.</p>
<p>Desci as escada porque não queria mais vê-lo antes de entender o que havia acontecido e um japonês embriagado cruzou meu caminho dizendo que queria um beijo da Gica. Por algum motivo, beijei. E aí sim. Fez sentido. Foi gostoso. Deu o click. Virou a chavinha. Esse cara era o Fábio Yabu, aquele. Três meses depois estávamos morando juntos. Um ano e meio depois estávamos casando e essa semana comemoramos nossas bodas de algodão em um casamento que fica melhor a cada dia, rumo ao infinito.</p>
<p>Entre o cara da calçada, o da batida e o Fábio houve um caminhão de outros caras, esperanças, tentativas e promessas. Por muitos anos o grande amor da minha vida estava a setecentos quilômetros do meu coração, desenhando quadrinhos, escrevendo livros e criando animações. Hoje estamos colados um no outro, dividindo uma vida que, de tão linda, rendeu até uma filha panda, nossa Luna. Definitivamente, valeu a pena esperar por tudo isso :}</p>
<p><em>*Minha tatuagem nova: música da thom yorke e trabalho do tinico rosa.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para o babaca que vive em você.</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 04:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parabéns, esse post é para você. Na verdade, para o babaca que vive em você. Atrás do seu coração, entre um pulmão e um monte de preocupações, mora um babaca. Às vezes o coração perde o compasso e o babaca acorda, manifestando-se em atitudes notavelmente idiotas. Babaquices, como são denominadas, podem causar conflitos na convivência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tumblr_kxgt3gtAEN1qzs56do1_500.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1473" title="tumblr_kxgt3gtAEN1qzs56do1_500" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tumblr_kxgt3gtAEN1qzs56do1_500.jpeg" alt="" width="500" height="284" /></a></p>
<p>Parabéns, esse post é para você. Na verdade, para o babaca que vive em você. Atrás do seu coração, entre um pulmão e um monte de preocupações, mora um babaca. Às vezes o coração perde o compasso e o babaca acorda, manifestando-se em atitudes notavelmente idiotas. Babaquices, como são denominadas, podem causar conflitos na convivência em sociedade e problemas de ordem conjugal, por exemplo. Poucas têm conserto, mas várias podem ser relevadas desde que o babaca coloque-se de volta ao seu lugar e que você reconheça sua atitude imbecil.</p>
<p><strong>As 25 maiores babaquices do século</strong>:</p>
<ol>
<li>Deixar o carrinho do supermercado no meio do estacionamento.</li>
<li>Furar o sinal vermelho.</li>
<li>Mudar de cidade e chamar aqueles que ficaram para trás de babacas.</li>
<li>Não escovar os dentes.</li>
<li>Ter crise de ciúmes.</li>
<li>Ëxtïngüïr äs trëmäs dä Lïngüä Pörtügüësä.</li>
<li>Fumar cigarros em 2012.</li>
<li>Não deixar o pedestre atravessar a rua.</li>
<li>Entupir alimentos de agrotóxicos, antibióticos, melhoradores e um monte de outras coisas que só fazem mal pra gente.</li>
<li>Roubar QUALQUER coisa, de QUALQUER valor.</li>
<li>Dizer que ama quando não é verdade.</li>
<li>Fazer xixi de pé e molhar todo o assento da privada.</li>
<li>Sentir pena de si mesmo por mais de três dias seguidos.</li>
<li>Botar a culpa no governo.</li>
<li>Maltratar animais.</li>
<li>Soltar pum em qualquer fila.</li>
<li>Apertar os dois botões do elevador.</li>
<li>Não devolver coisas emprestadas.</li>
<li>Ser conivente com as babaquices dos filhos.</li>
<li>Desistir da dieta por preguiça e derrotismo.</li>
<li>Achar que o problema é com os outros.</li>
<li>Deixar o notebook sem bateria.</li>
<li>Trazer as ombreiras de volta às passarelas.</li>
<li>Tatuar nome de namorado/a.</li>
<li>Fixar residência na zona de conforto.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Isso não é amor.</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 04:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[Pensa bem, tá? Pensa agora porque quando você estiver com o telefone na mão, discando e apagando e discando e apagando e discando o número dela e chorando porque tem medo, vontade, vergonha, sei lá, você acaba não pensando. E eu vou te dizer que isso não passa. Quando você vai ver, foi só o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensa bem, tá? Pensa agora porque quando você estiver com o telefone na mão, discando e apagando e discando e apagando e discando o número dela e chorando porque tem medo, vontade, vergonha, sei lá, você acaba não pensando. E eu vou te dizer que isso não passa. Quando você vai ver, foi só o tempo que passou e levou embora um pedaço da sua vida em que você ficou lá discando, ligando e desligando antes de ela atender. Não faz isso. Pensa bem, tá? É muito triste. Presta atenção. Você vai me odiar, mas eu preciso falar: ó, isso não é amor. Nem isso, nem botar uma arma na cabeça. Nada disso é amor. Amor é bonito, e isso aí é coisa do demônio. Dá pra sentir o coração ardendo porque tá virado do avesso, dá pra sentir. Você não precisa dela tanto assim. Você só acha que precisa. Se você for ver, pode ser só uma fixação, um costume. Desculpa, eu não acredito. Não adianta, pode berrar, mas isso aí&#8230; não pode dar certo. Escuta: ela vai embora hoje e isso aqui é vida, não é filme. Se você não tá nos planos dela, é porque você não é o futuro dela. Se você for lá agora, se você ligar, se você qualquer coisa só vai ser pior. Só fica quieto. Chora, mas quieto. E deixa ela ir porque isso não é amor.</p>
<p><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tumblr_lgmqypG2iN1qzx2p7o1_500.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1470" title="tumblr_lgmqypG2iN1qzx2p7o1_500" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tumblr_lgmqypG2iN1qzx2p7o1_500-400x266.jpg" alt="" width="400" height="266" /></a></p>
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		<title>Tatuagem nova: panda.</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2012 01:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou apaixonada pela minha tatuagem nova. Roberto Galvez fez o desenho, que de tão lindo virou camiseta best seller da Threadless. Quem tatuou foi o Tinico Rosa, um gaúcho que agora vive em São Paulo, habilidoso e queridíssimo. Ele tem a mão bem levinha e é ótimo com traços finos. A cicatrização rolou rapidinho. Para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tatoulagem.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1459" title="tatoulagem" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tatoulagem.jpg" alt="" width="645" height="860" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Estou apaixonada pela minha tatuagem nova</strong>. Roberto Galvez fez o desenho, que de tão lindo virou camiseta best seller da Threadless. Quem tatuou foi o Tinico Rosa, um gaúcho que agora vive em São Paulo, habilidoso e queridíssimo. Ele tem a mão bem levinha e é ótimo com traços finos. A cicatrização rolou rapidinho.</p>
<p style="text-align: left;">Para matar a curiosidade, aqui vai a camiseta do Roberto Galvez (<a title="Threadless Fake Pandas Have More Fun" href="http://www.threadless.com/product/583/Fake_Pandas_Have_More_Fun" target="_blank">se você curtiu, compra aqui</a>):</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/636x460shirt_girls_01.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1461" title="Threadless Fake Pandas Have More Fun" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/636x460shirt_girls_01-400x289.jpg" alt="" width="400" height="289" /></a></p>
<p style="text-align: left;">E esse é o Tinico Rosa, o tatuador mais legal da paróquia (<a title="Tinico Rosa" href="http://tinicorosa.tumblr.com/" target="_blank">veja os trabalhos mais recentes dele aqui</a>):</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tinico_rosa.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1462" title="tinico_rosa" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tinico_rosa.jpeg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
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		<title>Como operar um pato de madeira.</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:06:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quá-quá pra lá e pra cá. Luna ganhou um pato de madeira da Anacris, sua madrinha, e ficou doida. Passou o dia inteiro andando com o pato. No dia seguinte, acordou e adivinha? Pato, lógico. Pouco tempo depois, percebi um silêncio estranho e uma expressão toda cheia de interrogações no rosto da minha filha. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/patinho_de_empurrar-39722.jpeg"><img class="size-full wp-image-1451 alignleft" title="patinho_de_empurrar-39722" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/patinho_de_empurrar-39722.jpeg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Quá-quá pra lá e pra cá. Luna ganhou um pato de madeira da Anacris, sua madrinha, e ficou doida. Passou o dia inteiro andando com o pato. No dia seguinte, acordou e adivinha? Pato, lógico. Pouco tempo depois, percebi um silêncio estranho e uma expressão toda cheia de interrogações no rosto da minha filha. O pato estava entalado embaixo do sofá e, antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Luna foi lá e fez. Puxou o pato do jeito errado e ficou só com o cabo na mão.</p>
<p>Ela parou de respirar. E acho que o pato também. Cabo na mão, pato embaixo do sofá. Tomei o cabo na mão e tirei o pato da cena do crime. Luna me olhava absolutamente perplexa. &#8220;Você quebrou, Luna&#8221; e ela &#8220;bôôô?&#8221; e eu &#8220;quebrou&#8221;. A carinha dela tentava assimilar a perda do pato, em vão. &#8220;Mamãe, bô?&#8221; ela insistia. Minha herança genética de pai aeromodelista e quase engenheiro somada à overdose de Grey&#8217;s Anatomy com uma pitada carregada de instinto materno, tudo isso misturado me fez levantar do sofá com um enunciado: &#8220;mas pode deixar que a mamãe vai consertar o pato pra você&#8221;.</p>
<p>Super bonder, martelo e dois pregos numa mão, pato e cabo na outra. Levei tudo isso para o banheiro, talvez por ser a coisa mais próxima de uma sala de cirurgia que eu tivesse aqui em casa. Analisei a vítima, as lascas da madeira, fiz cálculos para conseguir realizar o encaixe perfeito. Luna apareceu e eu disse que não podia falar no momento porque estava operando.</p>
<p>A cola não era suficiente para juntar as duas partes do brinquedo e tentei reforçar o vínculo com um prego. Não consegui. Por algum motivo, não se faz mais a superbonder de antigamente. A nova cola demora mais para fazer efeito, o que era preocupante já que o pato estava desconectado do cabo há uns 20 minutos. Apelei para o secador de cabelo. Depois ainda contornei a cicatriz com mais cola. Parece que deu tudo certo.</p>
<p>O pato está repousando sobre a pia da minha suíte, para que eu possa observá-lo. Amanhã Luna vai brincar com ele outra vez, como se nada tivesse acontecido. E eu vou para o trabalho com uma medalha no peito, por fazer o novo brinquedo favorito da minha filha voltar das cinzas (ou melhor, do pé do sofá).</p>
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		<title>Sabia que eu tenho uma loja?</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 00:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gica Trierweiler Yabu</dc:creator>
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		<category><![CDATA[recomendação]]></category>

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		<description><![CDATA[É a Loja da Gica &#8211; Lojica para os íntimos. E é o máximo porque lá só tem o que eu gosto. Então recomendo coisas legais que vão desde maquiagem a sofá, de cafeteira a livro, de música a óculos. Toda segunda-feira tem produto novo e eu estou esperando sua visita. Apareça, estamos abertos 24h [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É a <strong>Loja da Gica</strong> &#8211; Lojica para os íntimos. E é o máximo porque lá só tem o que eu gosto. Então recomendo coisas legais que vão desde maquiagem a sofá, de cafeteira a livro, de música a óculos. <strong>Toda segunda-feira tem produto novo</strong> e eu estou esperando sua visita. Apareça, estamos abertos 24h por dia!</p>
<p><a title="Loja da Gica" href="http://lojadagica.com.br/" target="_blank">Visite a Loja da Gica</a>.</p>
<p><a title="Visite a Loja da Gica e seja mais feliz." href="http://lojadagica.com.br" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-1441" title="LOJA_home" src="http://verdevelma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/LOJA_home.png" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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