Geórgia.

Posted by on Nov 21, 2011 in Blog, eu que fiz, texto | No Comments

Romântico era dedicar uma música na rádio e fumar um cigarro com meio sorriso abrindo uma pequena fissura no rosto com uma boca, dois narizes, um olho e pouca ou quase nenhuma orelha. O relógio observava a cena sem muito a acrescentar, portanto, não mudou nada na vida e obra da menina ali, aquela do cigarro. A vela se apagou, lógico, a janela estava aberta por causa da fumaça. Tinha horror a fumaça e pensava que podia ter morrido sufocada num grande incêndio em alguma de suas vidas anteriores. E também porque tinha dois narizes. Não falava muito – nem podia. Leu inúmeros livros de autores com sobrenomes que iam do L ao P, porque foi bem ali, na frente daquela estante, que ele a deixou. Lalala, eu avisei.