Gravidez do cão.

Posted by on Dec 30, 2010 in Blog, mãe | No Comments

Acho que ainda não disse aqui, mas o primeiro ser a saber da minha gravidez foi o Catavento, nosso cachorro. Logo na primeira semana, quando ninguém – muito menos eu! – desconfiava de nada, o comportamento do dito-cujo havia mudado completamente.

Não existem indícios científicos de que isso seja verdade, mas a questão é que aconteceu comigo. Do dia para a noite Catavento virou minha sombra e passou a me seguir por todos os cantos. Além disso, desenvolveu uma verdadeira fixação pela minha barriga. Era só eu deitar que lá ia ele se aninhar em cima de mim. Quando meu marido chegava perto, Catavento rosnava – e quem conhece o Catavento sabe que ele mal late, quem dirá rosnar.

Quando pegamos o beta positivo, tudo fez sentido. Ficamos surpresos com a premonição canina do nosso mascote. A vida seguiu e, por uma série de motivos – incluindo excesso de trabalho meu e do Fábio – acabamos deixando o Catavento meio de lado. Quando nos demos conta, ele estava todo amuado, medroso e não parava de lamber e morder as patas. Todas as unhas estavam infeccionadas e começaram a cair. Diagnóstico da veterinária: depressão.

Aqui vale um parêntese. Moro em São Paulo, mas fui criada em Blumenau. Tive cachorros a vida inteira, vários deles. Eram cães felizes que viviam sempre do lado de fora de casa. A relação era de dono humano –> cachorro e pronto. Quando me contavam sobre casos de depressão canina, tinha vontade de rir da cara do cidadão. Depressão em cachorro? Oras, pelotas. A-con-te-ce que quando você tem um cachorro e sua relação com ele é de dono humano –> pequeno humano, a coisa muda de figura. É o caso do Catavento, meu primeiro cão tratado a pão-de-ló. Criado como filho, é óbvio que ele não se sentiria bem com a situação, ainda mais com o desvio do foco de atenção. E assim me obriguei a acreditar que depressão canina existe, sim, e precisa ser tratada.

Pois bem: nos obrigamos a dar mais atenção e a passear mais com o Catavento. Com o passar do tempo foi surtindo efeito e agora ele já é um vira-lata feliz outra vez. No curso de maternidade que fizemos, a enfermeira-obstetra sugeriu que, ao chegarmos com o bebê em casa, levássemos um presente: um body que o bebê usou para que o cachorro se aproprie do cheiro do novo companheiro. Como o olfato é o sentido mais aguçado dos cães, isso seria uma apresentação definitiva e formal. Outra dica é ir acostumando seu mascote aos cheirinhos do quarto e acessórios do bebê, tais como fraldas e talco, por exemplo. Também é aconselhável dar umas voltinhas com o carrinho pela casa, mesmo antes da chegada do filho humano, para que o filho animal se acostume à nova movimentação.

E você? Tem alguma história de gravidez com animais pra compartilhar com a gente? Deixe seu comentário aí!

Ps. Encontrei um post legal sobre o assunto com a história da Alê Mosquera, que fala sobre como seu labrador se comportou durante a gravidez.

Ps2. A foto do post faz parte do nosso ensaio de barriga, clicado pelo queridíssimo Danilo Siqueira.

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