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agosto 10, 2008
Laços de família
Cheguei em Blumenau às exatas sete horas da manhã de ontem. Quem conhece Dogville sabe que não há horário que melhor combine com a cidade. Papai me buscou na rodoviária quase-morta com uma cuca de banana com farofa e, felizes, fomos para casa.
Cheiro, aperto, abraço no papai, na mamãe e no hermão-Yëgen. Café da manhã reforçado e os já previstos assuntos: academia, vida em são paulo, business e família. Nem sinal da hermã-Melissa pela casa. Vai pra lá, vai pra cá, conversa mais, experimenta um pedacinho disso, olha só aquilo, a euforia de pertencer de novo, mesmo que por dois dias, ao meu familiar contexto blumenauer.
No almoço, participação especial do pedaço da família que mora na Itália. Tio, tia, primo, priminho e primona. Lasagna hiperbólica, vinho, lareira acesa e confluência de sotaques à mesa. Passeio expresso no único shopping center da cidade para comprar o presente do senhor Trierw.
Café mais que obrigatório na casa-nova da Tata, agora mais aconchegante do que nunca. Gostoso saber que ela está bem e feliz e empolgada e leve. Gostoso o café com bolo de fubá e gostoso demais o nosso papo (como sempre).
Voei para casa e apertei a bunda dura da hermã-Melissa. Tirei mamãe da cama e saímos para beber uns drinks e conversar. Só as meninas. Naturalmente, mamãe e eu tínhamos o objetivo de ampliar os horizontes da hermã-Melissa. Uma coca-cola, uma caipirinha e um chopp Eisenbahn entre lágrimas, bufadas e expectativas discrepantes.
Hermã foi embora com o namorado-teenager-dreamboy. Mamãe e eu trocamos um par de confissões, pagamos a conta e fomos para casa. Nos amontoamos no sofá da sala junto ao Yëgen. Pequenos sob um edredon pesado e velho, ríamos e debatíamos o desempenho asiático nas modalidades de ginástica olímpica.
Daqui a pouco tem almoço com tooooda a família. Estou levando na manga algumas respostas de que vou precisar para dobrar perguntas do tipo “mas e o seu marido”, “nossa! loira?”, “mas e são paulo? conta tudo!”, “é violento mesmo?”, “e a casa-nova?”. Saudades deles. É um tipo de energia que sai do caos ítalo-tupiniquim, das mãos balançando, das gargalhadas conhecidas, das velhas piadas e que entra diretamente em mim. O pulmão respira melhor e o coração fica quentinho. Família, coisa legal, essa.
Tags:família, reflexões, vida
Postado por Gica Trierweiler @ 11:09:56 am
#permalink |


tiago 12:35 on 10/08/2008 | #
terça-feira eu vou visitar minha turminha tb, vai ser uam merda receber a mesma saraivada de perguntas sobre vc, sobre a gente…
sinceramente naum sei o que dizer, vou tentar responder com coisas deste naipe:
- que frio que tá hoje né?
- vamos comer um xiiiiis?
- me dá um pila.
- bhãi!? tu viu o qu fizeram com a fachada da casa ….. (selecionar mais uma casa histórica destruída.)
etc…
vidinha de merda.
Ao menos no mundo profissional, melhor impossível.
pode mandar um beijo?
Cecília 1:28 on 11/08/2008 | #
Acabo de encerrar um domingo desse tipo também. E com direito a todos os quesitos que compõem a vida familiar, só que concentrados no único dia em que conseguimos reunir papai-mamãe-e-os-filhos, sem mais nada de “adereços”, esse ano (pelo menos até agora). Os altos e baixos do domingo vieram bem… até os baixos, mesmo! Porque família, até quando é ruim, é bom.
Mas agora estou em casa, na minha. E acho que é a opção de estar sozinha (e gostar disso) quando quero, que me fez aprender de novo a gostar de tudo aquilo ali em cima.
:*
dani 8:17 on 11/08/2008 | #
eu adoro rever minha família e toda essa coisa de pergunta isso, aquilo, mas isso dura bem pouquinho, gosto bem mais aqui de casa.
Aline 13:01 on 11/08/2008 | #
Gica :D
Você pode me ajudar?
to querendo montar um site meu. Mas não um blog tipo blogspot ou wordpress e sim um http://www.OQEUQUISER.com.br!
Você podia me passar as dicas básicas, do tipo… onde eu entro?
Beijos, e obrigada se você puder :D