Papai e mamãe no mundo da Luna (ou O Parto).

Posted by on Jan 23, 2011 in Blog, mãe | No Comments

Oi, oi, minha gente! Como vocês devem imaginar, meu súbito desaparecimento se deve ao nascimento da nossa pequena panda, a Luna. Estou aproveitando uma soneca estendida para colocar nossos assuntos em dia por aqui. Vamos lá?

O parto:

Até postei aqui que a obstetra havia previsto o parto da Luna para o fim de semana dos dias 15 e 16. A previsão não se concretizou e, como havíamos combinado, nos organizamos para induzir o parto normal na terça-feira, dia 18 de janeiro. Antes que as naturebas de plantão levantem cartazes embaixo da minha janela, digo que completaríamos 40 semanas dia 19 e que a Luna já estava grande e pesada demais, o que dificultaria um parto normal tranquilo. Eu também já apresentava dilatação há uma semana, então, mal nenhum em induzir o parto com o soro ao invés de esperar pelos sinais extremos da mãe-natureza.

Fomos para a unidade do Itaim do Hospital São Luiz bem cedinho, às 7 da manhã. Não demorou muito, fui para o soro e as contrações começaram de leve. Iniciamos a peregrinação infinita pelos corredores: Fábio e eu andando pra lá e pra cá para ajudar a Luna a descer. Por algum motivo maluco, não foi bem o que aconteceu. Contrariando todas as regras da química e física, Luna subiu ao invés de descer e as contrações foram cessando.

Ao fim de 12 horas tentando um parto normal, doutora Thais foi conversar conosco. Ela disse que tínhamos uma alternativa: romper a bolsa e esperar. Ela mesma falou que seria algo um tanto quanto arriscado, já que Luna estava desencaixada e eu não tinha contrações. Também disse que, àquela altura, eu já deveria ter parido e que se isso não tinha acontecido era porque algo não estava 100% certo. Eu estava frustrada e absurdamente exausta. Doutora Thais nos deixou seguros e disse que não havia motivos para frustração, afinal, passamos 12 horas tentando e agora precisávamos seguir pelo caminho mais certo e segura para mãe e filha.

A partir daqui minhas memórias mudam de cor porque tudo aconteceu muito, muito rápido. Em 30 minutos ouvia o chorinho tímido da minha filha pela primeira vez, misturado às lágrimas do Fábio, que acompanhou tudo de pertinho. Tanto a médica quanto sua equipe foram excepcionais: cuidaram muito bem de mim durante todo o procedimento e eu não senti absolutamente nada. Foi bem estranho ver a Luna de cabeça pra baixo e não poder tocá-la na sala de parto (ô, posição ingrata que deixam a gente!).

Fui para a recuperação e, pouco mais de uma hora depois, já estava no quarto. Meio dopada da anestesia, mas ainda viva, aguentei forte até a madrugada, quando a enfermeira trouxe a Luna para mim. Aí, sim! Vi e peguei minha filhota de verdade, ela sorrindo e eu chorando. Grande, linda, perfeita e todos os outros adjetivos bonitos do nosso idioma. A enfermeira disse que ela estava com fome e, instantaneamente, Luna plugou-se ao meu peito. Então descobri que amamentar é uma das coisas mais mágicas do universo. Ainda que fosse só um colostrinho ralo, diferente da abundância de hoje.

A partir daí eu fui mãe e Fábio virou pai, coisa que somos e seremos pra sempre, em tempo integral. E a gente ama isso. Demais.

PS. Antes de terminar esse post, queria mandar um beijo bem grande para o Fábio, marido e pai per-fei-to; para a dra. Thais, a melhor obstetra da galáxia; para a minha mãe, que está me dando o maior apoio logístico e moral da história e para todo mundo que mandou um monte de carinho pra gente nesses últimos dias.

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