Papai, eu quero.

Posted by on Apr 30, 2011 in Blog, mãe | No Comments

Quando alguém estabelece residência na sua barriga, começam a falar um monte de coisas que devemos fazer para que o bebê cresça feliz e saudável.

Dizem que é bom se alimentar bem, praticar atividade física, fazer de conta que trabalho é só trabalho. Mandam a gente fazer acupuntura e deixar de comer sushi, damos adeus às cervejinhas e começamos a ler tudo o que encontramos sobre gravidez, bebês, amamentação e auto-ajuda. Tudo para que a gente saiba lidar bem com a gestação e, principalmente, o futuro serzinho que está por vir.

Tudo isso é importante, mas tem uma coisinha que é mais: o pai. Muita gente diz que mãe vira mãe assim que pega o resultado positivo na mão e que o pai só vira pai no dia em que o pimpolho vem ao mundo. Aqui em casa não foi assim, não. Consultas, ultrassonografias, crises hormonais, enjôos, enxoval, chá de bebê: o Fábio estava sempre lá. Até leu historinha pra Luna quando ela ainda era minha inquilina.

No dia do parto, ficou as benditas 12 horas ao meu lado. Na hora em que nossa filha nasceu, eu ouvia a voz trêmula do papai dizendo “oi, filhuca” entre lágrimas. Viramos um time: eu dava de mamar, ele fazia arrotar; eu dava banho, ele cuidava das fraldas. Se eu acordava para amamentar no meio da madrugada, ele puxava um pufe e ficava lá junto. Foi para o Fábio que a Luna sorriu pela primeira vez e isso me fez feliz: os dois se conectaram rapidinho e hoje são inseparáveis.

Pode parecer bobagem, mas a presença do pai faz toda a diferença. Ainda mais no começo, que é quando estamos surfando em hormônios e temos uma boquinha faminta para alimentar. Como são as mães que ganham licença-maternidade, a gente acaba se sentindo na obrigação de resolver tudo sozinha e às vezes afastamos os papitos desses momentos. Mas já dizia o Gelol: não basta ser pai, tem que participar.

Se eu sou uma mãe legal, é porque tenho o Fábio ao meu lado e se a Luna está crescendo feliz e saudável é porque a gente se ama demais. Obrigada por cuidar de nós, papai!

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