Para a Fini, o consumidor vale menos que uma balinha de gelatina.

Posted by on Jul 10, 2011 in Blog, vida | No Comments

Dias atrás comprei um pacote de balas de ursinhos de gelatina (vai, pode tirar uma onda da minha cara, eu deixo ). Eram da marca Fini, líder do segmento no mercado nacional. Abri o pacote e vi que as balas estavam com algum problema, pois pareciam uvas passas. Comi algumas e, como estavam ruins, joguei o resto fora.

Então entrei no site da marca, preenchi um formulário com mil dados pessoais e enviei uma mensagem informando o ocorrido, com o número do lote, inclusive. No dia seguinte, uma moça chamada Monique me ligou em nome das balas Fini. Ela queria agendar a troca do produto, mas Aaaah que pena que a senhora jogou fora porque então eu não vou poder mandar outro pacote, foi o que ouvi do outro lado da linha. Se apressou em dizer que ia verificar o lote e depois me daria um retorno por telefone ou email. Monique, essa informação só é útil à Fini. A única coisa que me interessa é saber se vou ganhar outro pacote de balas ou não. Depois de ouvir isso, Monique me disse que não poderia me mandar porque ela precisaria reter o produto com defeito. Fim da ligação.

Em primeiro lugar, informei a empresa porque paguei por algo que veio estragado e acredito que posso ajudar minhas marcas favoritas apontando suas falhas. Afinal, consertar o que não funciona é importante para crescer e conquistar a confiança dos consumidores.

Em segundo lugar, a Fini tem todos os meus dados no banco, inclusive meu endereço. E se a Fini tivesse políticas inteligentes de relacionamento com o consumidor, eu teria recebido um pacote de balas e uma carta de desculpas na manhã seguinte, via Sedex. Isso me faria feliz porque eu me sentiria ouvida e valorizada. Mas não. Vamos partir do pressuposto de que todos os humanos que enviarem uma mensagem via site o farão para ganhar um pacote de balas na malandragem. Vamos rotular nossos consumidores como pilantras por tabela. Vamos realmente acreditar que alguém se daria o trabalho de preencher um formulário imenso para ganhar um pacote de balas de TRÊS reais.

Sim, eu disse três reais. Sabe a ligação que a Monique fez para meu celular em horário comercial? Certamente custou mais caro que isso. Considerando que agora esse post está no ar e que milhares de leitores vão passar os olhos por aqui, o não envio das balas vai custar caro mesmo. Balas Fini, vocês me frustraram duplamente e eu não acho isso esperto. Aliás, estou aqui pensando se os espertinhos não seriam vocês.

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Balas Fini nunca mais.