Prazer, Albert.

Posted by on Oct 14, 2010 in Blog, dica da gica | No Comments

[…] Um jovem burocrata suíço sem nenhum cargo acadêmico, nenhum acesso a um laboratório e cuja única biblioteca consultada regularmente era a do escritório de patentes nacionais de Berna, onde estava empregado como perito técnico de terceira classe. (Um pedido para ser promovido a perito técnico de segunda classe fora indeferido havia pouco tempo.)

Seu nome era Albert Einstein, e naquele ano memorável ele submeteu à Annalen der Physik cinco artigos, dos quais três, de acordo com C. P. Snow, “estavam entre os maiores da história da física”: um examinando o efeito fotoelétrico através da nova teoria quântica de Planck, outro sobre o comportamento de partículas minúsculas em suspensão (o denominado movimento browniano) e ainda outro delineando uma teoria da relatividade restrita.

O primeiro valeu ao autor um prêmio Nobel e explicou a natureza da luz (além de ajudar a tornar possível a televisão, entre outras coisas). O segundo forneceu uma prova da existência dos átomos – fato que, surpreendentemente, era objeto de certa controvérsia. O terceiro simplesmente mudou o mundo. […]

Do livro “Breve História de Quase Tudo“, de Bill Bryson.

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