Quando você tiver uma filha, a gente conversa.

Posted by on Jan 1, 2011 in Blog, mãe | No Comments

Era o que a minha mãe dizia sempre que a gente discordava em algum ponto. Eu o-di-a-va ouvir essa sentença e quase sempre retrucava com um “quando eu tiver uma filha vou ser mais legal”. Eis que agora cá estamos, anos e anos depois, com uma filha na barriga.

No momento em que soube que o bebê era uma menina, admito que minha primeira reação foi estupidamente idiota: “socorro, um dia vão transar com a minha filha”. E olha que eu sou super libertária, entusiasta do sexo esportivo e demais expressões. Passei dias tentando entender como foi que a gravidez tinha me encaretado tanto. Concluí que quando o bebê é seu, o negócio é bem mais sério.

Automaticamente, comecei a rever minha vida e me coloquei no lugar da minha mãe. Sabe aquela clássica “e se a minha filha fizer metade do que eu fiz?” – e olha que eu nem fiz nada de mau. Acontece que pesou a consciência, minha gente, e descobri que a gravidez pode encaretar a gente.

Depois de muito pensar a respeito e de conversar com o marido e amigas-mães em geral, resolvi desencanar. Todo mundo passa pela mesma coisa e não adianta se martirizar antecipando o futuro. Vai ser lindo, louco, difícil, recompensador e mais um monte de coisas. Fábio e eu vamos nos esforçar para sermos os pais mais legais de todos os tempos, mas assim como todos os outros, vamos falhar em alguns momentos. E nossa filha vai sobreviver, assim como todos nós sobrevivemos. Ai, ai, essas lições da vida…

(e, mãe, a Luna nem nasceu ainda e eu já sei que você tinha razão.)

A primeira ali sou eu, 23 anos antes de ter minha própria filha e descobrir como é ser mãe.

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