Quarto por quarto.

Posted by on Dec 7, 2010 in Blog, mãe | No Comments

Me considero uma pessoa bastante decidida e nunca tenho problemas para fazer escolhas. Até o dia em que fui comprar os móveis para o quarto da Luna. Me senti o ser humano mais despreparado do planeta, sem saber o que escolher dentre as mil e quinhentas opções. Respirei fundo e separei os móveis em quatro categorias:

  1. brancos,
  2. dos sonhos,
  3. transformers & gigantes,
  4. legais.

Não sei por que, mas encasquetei que não queria móveis brancos. Enjoei. Se você já foi a uma loja de móveis para bebês sabe que 95% do mostruário é branco. Preguiça. Além disso, vários dos móveis brancos que vi eram extremamente quadradões, com muitos ângulos de 90º. Não gostei.

Rata de tendências que sou, comecei a pesquisar berços na internet. Encontrei uns australianos dignos de prêmio internacional de design. Tantos berços dos sonhos lá fora e a gente aqui na brasilândia tendo que garimpar. Justica seja feita: encontrei um berço lindíssimo por aqui. Era feito de madeira de demolição, absurdamente lindo, mas nada prático. As grades não se mexiam, ele pesava uma tonelada e custava muito, muito, muito caro.

Os transformers & gigantes estavam quase me conquistando. Sabe aquele bercinho que vem com um trocador acoplado e dois nichos que se transforma em mini cama e, se você quiser, vira até cama de solteiro com bicama e criado-mudo? Pois. Tinha achado a idéia bem interessante até que uma amiga-mãe me disse: quase todos os bebês têm problemas respiratórios em São Paulo. Por conta disso, você vai ter que limpar o quarto do bebê direto, varrer tudo, passar pano, tirar absolutamente todo o pó. O berço deve ser levinho o suficiente pra você conseguir empurrar pra lá e pra cá na hora de limpar. A Mari me convenceu.

Foi quando eu vi um berço legal. Charmosinho e todo arredondado, de cor marfim, com rodinhas e sem firulas. Vira mini-cama (que a Luna deve usar depois dos 2 anos) e acabou tocando meu coração. Além do berço e da cômoda, o conjunto também tinha uma cama de babá e um guarda-roupas. Acabei descartando esses últimos dois porque o quarto da Luna já tem um armário embutido e… sinceramente, cama de babá não faz muito a minha cara. Mas, se eu mudar de idéia depois que a filhuca aparecer por aqui, é só pedir e pronto.

Móveis escolhidos, fui para os periféricos. Descobri que a própria loja também fazia o kit de protetores de berço e cortinas. Aproveitei e pedi tudo lá, para não enlouquecer com mil fornecedores diferentes. Aqui vale frisar: CUIDADO com os prazos de entrega. A loja me pediu 30 dias úteis, atrasou uma semana e levou outros 3 dias para fazer a montagem, o que me estressou um tanto.

Comprei prateleiras coloridas para combinar com as cores dos tecidos e, para dar um toque delicado, aderi às luminárias japonesas. Encontrei um modelo muito, muito lindo lá na Liberdade (o bairro oriental de São Paulo): as luminárias são todas furadinhas e projetam florzinhas na parede. Acabei usando mini-luminárias como móbile e o resultado ficou superfofo. A poltrona de amamentação foi escolhida a dedo: uma Eames Rocker de acrílico. Ao contrário do que você pensa, ela é extremamente confortável, tem balanço e, o melhor: é linda de morrer. Comprei por uma pechincha aqui. Tive problemas sérios com o kit higiene (porta-algodão, porta-cotonetes, térmica e afins) porque todos os que encontrei eram de vime ou de mdf cortado a laser, ou seja, nada a ver com minha decoração e, além de feios, custavam por volta de R$200. Resolvi o problema na internet: pedi acessórios lindos da Coza e comprei uma térmica branca pequenina na Kalunga. Resultado: um kit higiene do jeito que eu queria por menos de R$100, entregue na minha casa.

As roupas já estão lavadas e guardadas por ordem de tamanho, a bolsa da maternidade – essa merece um post exclusivo – também já está pronta e agora só falta pintar uma parede: a que fica ao lado do berço vai ganhar um banho rosa-pink (porque eu sou fofa, mas nem tanto).

Espero ter ajudado. Se você tiver outras dicas, deixe aí nos comentários pra gente!

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