Sobre os novos ventos (e sobre o jeito engraçado que a vida tem de conduzir as coisas).

Se você pensar que a vida é uma folha em branco, imagine que essa folha tem linhas em baixo relevo. Você pode pintar em todas as direções e do jeito que quiser, mas ao encontrar o baixo relevo, o lápis vai macio, deslizando com menos atrito e mais sorrisos. Esse não é um jeito metafórico de explicar o destino – até porque eu nem acredito nisso. Só acho que a vida pode ter umas pré-disposições para o bem e para o mal e que, depois que você compreende isso, viver em sociedade (e consigo mesmo) fica mais fácil.

Minha vida andava meio conflitante ultimamente. Pisando sobre extremos e sofrendo com as hipérboles da rotina, comecei a soltar algumas amarras enraizadas lá na minha essência só pra ver no que isso ia dar. Me dei bem. Descobri que não preciso ter controle total e absoluto de tudo e que eu posso alcançar minhas ambições de um jeito mais easy. Aprendi que em muitos momentos tive que abraçar algumas batalhas sozinha, mas que isso não significava que eu teria que lutar contra tudo e contra todos o tempo inteiro.

A questão é: não precisa ser difícil o tempo todo. Está passando por uma fase pesada? Pergunte-se onde isso pode te levar. Se for um caminho espinhoso que vai levar a um oásis, continue. Mas e quando o destino final da empreitada não prometer tanto assim? Vale a pena? Não dá pra deixar o lápis correr solto um pouquinho, só para você conhecer novas possibilidades?

Sempre achei que não dava, mas agora vi que dá. E que é bom. Tenho me sentido recompensada pela vida desde que mudei algumas estruturas pesadas. A sensação é a de ganhar uma barra de chocolate por bom comportamento elevada à centésima potência. Steve Jobs sabia disso. Ele criou uma porção de genialidades, de telefones revolucionários a quotes verdadeiros. Para resumir e concluir meus devaneios pós-feriado, deixo com vocês o mais sábio de todos: “So you have to trust that the dots will somehow connect in your future”. Pega o lápis e anota na sua folha em branco, não esquece.

 

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