julho 2, 2008

Calcinha infame


Para mim, calcinha precisa ser confortável. Não pode apertar, muito menos entrar onde não deve. Renda, penduricalhos, babados e o escambau passam longe da minha gaveta de roupas íntimas. Prefiro as boas calcinhas de algodão que cumprem o seu papel de maneira ímpar.

Atualmente prefiro as de uma cor só, mas quando eu tinha dezenove anos, calcinhas temáticas reinavam absolutas. Calcinha do Pacman, calcinha de frutas, calcinhas que brilham no escuro e por aí vai. Certa vez comprei uma calcinha na qual havia escrito “Ninfomaníaca” bem na bunda. Sim, cafona, mas na época eu achava o máximo.

O negócio é que apesar de ser muito brega, a calcinha é confortável e resistente (a dita-cuja me acompanha há longos carnavais). Algodãozinho, costuras que não incomodam, perfeita. Mas agora me explica: como eu vou usar uma calcinha assim morando com o Serginho? Na verdade, usar não é o problema. A grande questão reside aqui: onde eu vou secar essa calcinha? Uma ninfomaníaca jamais ficaria oculta entre meias e calças jeans penduradas no varal.

Acho que chegou o momento de dizer adeus. Calcinha infame, obrigada pelos momentos de prazer que você me propiciou sabendo se colocar sempre no seu lugar, sem beliscar aqui, puxar ali ou entrar acolá. Te amo, mas não dá pra gente continuar: loira e ninfomaníaca já é porn star demais.



Tags:, ,

Postado por Gica Trierweiler @ 02:13:57 pm | #permalink

5 Comentário