abril 13, 2008

Gica Trierweiler, passageira do jeito TAM de voar, consumidora.


Passei a última semana entre vôos e capitais, trabalhando de um jeito exacerbado, voando de TAM non stop. Peguei o primeiro vôo, este rumo a Campo Grande, na segunda-feira, às 5h. Escala no aeroporto de Guarulhos, o lugar onde tudo começou. No caminho do portão de embarque, a revista da Infraero. Notebook na bandejinha, bolsa na bandejinha, cachecol na bandejinha. Pode passar pelo detector de metais, senhora?, certamente. Pííííííí.

Calça jeans e camiseta. O que teria sido metalmente detectado em mim? Não, nenhum pino de alguma fratura passada, aparelho nos dentes, piercing, nada. Seus sapatos, senhora. Olhei para a segurança da Infraero de um jeito não-você-não-pode-estar-falando-sério. Ela estava. Me fez tirar os sapatos ali, desconfiando que eu estivesse levando um rifle nas minhas botas. Não teve jeito. Tive que passar pelo aparato arrastando as meias listradas pelo chão. Depois da humilhação, percebeu-se que eu não representava ameaça alguma para a segurança pública e eu pude seguir.

Mais um vôo TAM, mais torradas e queijo polenguinho e, finalmente, Campo Grande. Dias de trabalho, correria e outra viagem. Brasília, here we go. Mais uma vez, o despertador grita às 3:30 da matina. Malas, táxi, aeroporto, check in, TAM, torradas, queijo polenguinho, parada em Goiânia, jornal de Goiânia, muitas vagas para manicure, administradores de fazenda e motoboys e, por fim, a capital federal. Mais trabalho, correria e a notícia: viagem para Cuiabá no dia seguinte.

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Postado por Gica Trierweiler @ 10:09:16 pm | #permalink

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abril 9, 2008

Gica Trierweiler, manequim 44/6, consumidora


Minha briga com a balança não é de hoje, mas mesmo não tendo o corpo que eu gostaria, ainda preciso me vestir. Se eu for depender de 90% das marcas que estão no mercado, terei que aderir ao modo de vida naturalista. Como prefiro andar sem roupa só dentro do meu apartamento, sou obrigada a me espremer em provadores e modelitos diminutos.

Se pesar 85kg é triste, não encontrar roupas em lojas é catastrófico. Olá, eu sou mulher, tenho dinheiro, gosto das roupas de vocês, mas vocês não me querem. Por quê? Alguém poderia me explicar? Será que até eu perder 20kg terei que me vestir na seção de idosas obesas? Da Renner à Colcci: não tem jeito.

Quando o assunto é roupa íntima, só piora. Peito é o que não me falta, ao contrário dos sutiãs pelos cabideiros das lojas deste país. Alô? Dá pra alguém fazer sutiãs tamanho 48, sem ser aqueles especiais para gestantes? E as calcinhas? Ou são tanguinhas feitas com tiras de um centímetro de espessura, ou são quase bermudas.

Gostaria de me sentir bonita. Gostaria de chegar em casa e não ter vontade de chorar a cada vez que tento comprar roupas.



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Postado por Gica Trierweiler @ 11:40:41 pm | #permalink

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