julho 21, 2008

Não sou blogueiro de aluguel (2)


Muito foi dito sobre a gafe do Blue Bus ao criar o termo “blogueiros de aluguel”, mas nada se compara ao comentário publicado no meu post sobre o assunto. Ao que parece, Luiz Domingos de Luna é Mestre da Ordem de Santa Cruz de Aurora/CE e, sim, ele tem uma opinião formada a respeito da polêmica.

Copio e colo abaixo, com a certeza de que nunca li algo igual em toda a minha vida: teologia, idéias prolixas, a blogosfera e falta de carinho com a língua portuguesa em um só comentário.

Penso que toda inicativa voltada para a divulgação dos Blogs é bem vinda, visto que,  os blogs, a meu ver  serão no futruro próximo o palanque das dicussões das grandes questões que permeiam a história da humanidade no espaço /tempo, onde a argamassa do pensamento humano será problematizada de forma abusiva, intensiva, contínua, dentro de parâmetros, muitas vezes diametralmente opostos, para um mesmo foco. Entendo que essa visão de futuro é por demais oportuna, pois o filtro ideológico de cada ser humano com certeza ficará mais aprimorado e a epistemologia genética da humanidade mais enlarguecida.Porém se existe grandes marcas do capitalismo interessada em divulgar seu produto, entendo como  uma ato positivo e Louvável, pois a  internet deve atender a todos os segmentos da sociedade, o direito de todos de expressar suas opiniões, sugestões, comentários é tão somente a expressão da liberdade plena. Não vejo por que a resistência, pois os blogueiros s
erão sempre maioria, não uma maioria simples, não uma maioria aritimética, mas uma maioria atuante, combativa, atuante, mas com certeza uma maioria democrática. Assim compreendo que devemos primeiro “esparar as águas baterem para que todos nós possamos estudar as espumas”
Luiz Domingos de Luna, Mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz-Penitentes-forania de Aurora ceará aos 21 dias do mês de Julho,2008



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Postado por Gica Trierweiler @ 04:45:32 pm | #permalink

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abril 3, 2008

Publicidade em blogs: post pago ou relacionamento?


Enquanto todo mundo discute qual a maneira certa de se aproveitar os blogs e webrings para ações publicitárias, questionando se post pago vale ou não vale, se o caminho é pendurar banners em blogs, spam em caixas de comentários, eu continuo firme na minha opinião.

1) Blogueiros são formadores de opinião em seus webrings.

2) A transparência, a verdade e a congruência de um blogueiro formam o seu caráter exposto no blog, que nada mais é do que uma extensão do próprio autor. É com esta vida exposta que as pessoas se identificam, e é a partir daí que o blogueiro cativa sua audiência, gerando identificação com outros leitores.

3) Os blogs só explodiram porque são independentes e não vivem às custas de anunciantes, ao contrário dos meios convencionais de comunicação de massa. Não há patrocínio, logo, não há ninguém para agradar.

4) Post pago pode até funcionar. E vai funcionar até alguém descobrir e jogar a notícia no ventilador da blogosfera. Aí o blogueiro pago perde sua audiência e ba-bau.

5) O que fazer? Identificar um perfil de público, rastrear blogueiros e alimentá-los com novidades, conteúdos exclusivos, benefícios, pré-lançamentos e etc. Se ele quiser publicar algo, publica, se não quiser publicar, não publica. O mais importante: sem edição, cortes ou censura. Aí funciona. Post pago, não. Resenha de consumidor, sim.

Encontrei um estudo aqui nas entranhas da minha gaveta do trabalho, mais um da época do meu TCC. Se chama Trust MEdia: how real people are finally being heard e é interessante demais. Um dos tópicos dá dicas de como se aproximar de blogueiros e se relacionar com eles. Traduzo aqui, de presente para os vélmicos e profissionais de marketing perdidos na blogosfera, destacando as dicas que considero mais importantes:

  1. Leia o blog. Tente entender o que e por quê os leitores gostam deste blog.
  2. Blogueiros escrevem somente sobre o que lhes é interessante, então conecte-se ao blogueiro compartilhando informações que seus leitores poderão gostar.
  3. Envolva-se com o blogueiro e os tópicos levantados por ele a fim de estabelecer uma relacionamento antes de qualquer coisa.
  4. Não saia atrás de todos os blogueiros. Selecione bem quem você irá contactar e saiba quando e como fazê-lo.
  5. Assim como os redatores dos meios de massa, os blogueiros prezam pelo relacionamento construído pela confiança, com o tempo.
  6. Forneça informações, kernels, links e outros recursos. Não fique apenas despejando releases enlatados nos blogueiros. Ao invés de enviar um release como arquivo de word, por exemplo, envie apena o link para o release no site da empresa. Também envie links para histórias reais, blog entries, vídeos, podcasts, imagens ou outros recursos que blogueiros adoram compartilhar.
  7. Não pratique spam. Fale com os blogueiros cautelosamente, sempre consciente de que todas as pessoas odeiam spam. Nem pense em abusar da seção de comentários dos blogs!
  8. Seja honesto e transparente a respeito das suas intenções. Tenha certeza de que o blogueiro saiba que você é um profissional de marketing ou RP.
  9. Leia as regras de contato do blog. Respeite pedidos do tipo “do not call”. Se um blogueiro deixa claro que não quer ser contactado por você, seja via e-mail ou telefone, risque o seu nome da lista.
  10. Escolha a melhor pessoa para se relacionar com blogueiros. Blogueiros preferem falar com pessoas da empresa diretamente ligadas ao desenvolvimento de produtos, novidades ou eventos, ao invés de conversar com um intermediador.
  11. Assim como todos os redatores ou jornalistas, blogueiros gostam de receber coisas fresquinhas. Dissemine suas dicas e seus conteúdos exclusivos.

Espero que ajude.



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Postado por Gica Trierweiler @ 11:23:37 am | #permalink

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março 4, 2008

Blogs políticos


Quase 9 milhões de pessoas acessam e lêem blogs no Brasil, de acordo com dados do Ibope/NetRatings de agosto de 2007. Isso representa 46% do número de internautas ativos no mês. “Os dados mostram também que o Brasil está no patamar dos Estados Unidos e do Reino Unido, mercados em que o uso de redes sociais é maior que o de blogs, mas atrás de França e, principalmente, Japão“, afirma José Calazans, analista do Ibope Inteligência.

Se esta semelhança de hábitos entre o Brasil e Estados Unidos foi atestada pelo Ibope, poderíamos imaginar que a infestação de opiniões que mudou os rumos das eleições presidenciais nos EUA pode se repetir aqui. Houve infestações blogueiras em torno de Trent Lott e Howell Raines em 2002 e 2003, respectivamente. Os blogueiros faziam, inclusive, crítica ao vivo dos debates presidenciais.

Os blogs não tinham um plano de ataque conjunto. Não havia coordenação entre eles e seus aliados em programas de rádio e em alguns redutos da mídia tradicional como a Fox News. Porém, havia uma rede e havia uma compreensão do que era fundamental, um alvo. De fato, a energia destrutiva da blogosfera é terrível quando concentrada.

Em agosto de 2007, de acordo com o Ibope/NetRatings, praticamente 15 milhões de usuários residenciais navegaram em comunidades (incluindo redes sociais, bate-papos, fóruns e blogs), o que equivale a cerca de 80% do total de internautas ativos domiciliares do mês. Desses, mais de 13 milhões (70% do total de usuários) entraram em redes sociais. A comunicação entre estes internautas é muito rápida. Em questão de segundos, um post de blog ou um scrap no orkut pode ser visto por milhões de pessoas.

A vantagem de investir no blogs em uma campanha política está na liberdade e na visibilidade que o meio proporciona. Nos blogs, não há trinta segundos ou determinados centímetrosXcoluna. No blog, você expõe suas versões e opiniões e, quanto mais transparente o tom da conversa, mais cativa será a audiência. E, melhor: tudo é rastreado pelo Google.

Ao mesmo tempo, o blog (quando bem administrado), instiga a curiosidade e motiva outros blogueiros. Ou seja, promove infestações de opinião. E isso é muito válido, porque se trata de uma massa seleta e formadora de opinião. Outro ponto positivo da blogosfera é a fidelidade da audiência: bloggers são visitados e retribuem visitas o tempo todo. Acabam criando um laço que chega a se caracterizar como uma comunidade virtual, chamado webring.

A credibilidade dentro destes webrings é altíssima. Pessoas afins falam sobre assuntos afins. Trocam opiniões e valorizam a visão do outro. Sabem que podem confiar porque “conhecem” o outro. A respeito da influência exercida pelos pequenos grupos, Solomon afirma que “como regra, são os pequenos grupos informais que exercem uma influência mais poderosa sobre os consumidores individuais”. Chris Anderson, autor da teoria da Cauda Longa diz que “agora, a propaganda boca a boca é uma conversa pública, que se desenvolve nos comentários de blogs e nas resenhas de clientes, comparadas e avaliadas de maneira exaustiva. As formigas têm megafones”.

Sendo assim, criar um blog oficial do candidato e manter relações com blogs de grandes audiências é muito válido e pode fazer a diferença em momentos pontuais, como nos famosos casos de aparições de escândalos, por exemplo.

Passaros

Clique aqui e veja o ranking dos principais blogs do Brasil.

ou

Clique aqui e veja os principais blogs de tema político do Brasil.



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Postado por Gica Trierweiler @ 09:21:53 am | #permalink

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julho 15, 2007

Opinião: First life, amigos.


Texto publicado no TLabReport, o blog do TalentLab, no dia 13/07/07

Agências se fundem, verticalizam, mudam seus slogans. Anunciantes renovam as grades de produtos, fazem pesquisas de todos os tipos. Enquanto tudo isso acontece, a massa está blogando, se relacionando em redes virtuais, visitando civilizações inóspitas, comendo peixe vivo. Em resumo, é o caos.

Qual é o novo rosa da comunicação? A pergunta que retumba pelos nossos mares. Aos rebanhos, todos se instalam no Second Life. De repente, um novo alarme: blogs. O jornal impresso já era? Campanha viral no YouTube? Guerrilha! O que diabos a gente pode fazer com a tecnologia blue tooth? Alguém?

O bendito avanço tecnológico que prometeu (e até promoveu) melhoras significativas nas nossas vidas acabou detonando uma bomba atômica na gente, pobres escravos da comunicação. Ainda mais depois que alguém resolveu inventar o marketing de nichos, clusters e o escambau.

Os números não mentem: temos cada vez mais internautas gerando e consumindo conteúdo próprio na rede. Todo mundo quer ser celebridade de um mundo non sense. A tal Geração M consome mídia por seis horas e meia diárias. Nunca houve tanta variedade de produtos. Os reality shows são campeões de audiência. E a cauda continua a crescer. O que fazer? Anunciar na novela?

A discussão esquenta e muitos propagam a morte da publicidade. Outros bradam que o negócio é investir em relações públicas. Os jornalistas defendem que eles é que têm que receber para fazer assessoria de comunicação. Cartápoclis: se eu tenho um produto e quero vender mais, por qual caminho eu sigo?

Erase and rewind, como diria a bonitinha Nina Person. Antes de mais nada, estamos falando de pessoas e seus relacionamentos. Uma compra nada mais é que uma troca de experiência entre pessoas. Uma entrevista de emprego? Pessoas. Uma multicampanha? Sim, elas de novo.Se você está lendo este texto, presumo que você seja uma pessoa (caso contrário, não perca tempo: vá ganhar dinheiro se exibindo no programa de auditório de maior audiência que você encontrar). Como pessoa, você dá valor à opinião de quem você conhece/admira/confia. E isso tudo pode ser resumido em uma singela paroxítona: credibilidade.

As pessoas confiam nos seus pares. Em gente de carne e osso, que acorda de manhã com mau hálito, pega ônibus, assina contratos, paga aluguel: seres humanos que não estão cobertos de photoshop e nem sempre sorriem (muito menos quando o assunto for fita adesiva para dentadura).

Você conhece os seus clientes? Sabe quem é o cara que vai entrevistar você? Está por dentro das conversas dos nichos? Aliás, você tem amigos? Muita coisa começa nos círculos sociais mais próximos, da esquina às blogosferas desse mundão. Foi assim que a dona Lais Kantor me conheceu, inclusive, e me convidou pra escrever aqui. Pra dizer a verdade, não é o caos: são só as pessoas.



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Postado por Gica Trierweiler @ 11:34:00 am | #permalink

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