Blogs, propaganda política e o TSE
A blogosfera é mesmo o máximo. Depois de todo o bafafá que rolou por aqui e aqui (e em milhões de blogs do Brasil e do mundo), recebi um e-mail do Upo que diz o seguinte:
“O TSE finalmente respondeu à consulta sobre o que pode e o que não pode na propaganda eleitoral na internet. O ministro que fez aquela resolução proibindo tudo foi o Ari Pargendler. Ele defendeu novamente a idéia. Mas o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, discordou e convenceu os outros ministros.
Olha o que ele disse:
“O Direito não tem como dar conta desse espaço. É um espaço que não nos cabe ocupar. Deixemos os internautas em paz”.
Eu sou fã desse cara. É dele o relatório a favor das pesquisas com célula-tronco, por exemplo.”
E eu sou fã do Upo, porque ele sempre me mantém informada. Feedback é tudo nessa vida.
Tags:blogs, blogs políticos, marketing político, política, propaganda política na internet
Postado por Gica Trierweiler @ 12:34:27 pm | #permalink
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Ainda sobre a política e a blogosfera
Acabei de ver que a jornalista Paula Góes escreveu um artigo sobre a confusão da política nos blogs no Global Voices Online. Fez links para vários blogs que comentaram o assunto, inclusive o Verde Velma. O artigo é deveras interessante e conta com um bom apanhado de opiniões. Para ver, clique aqui.
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Global Voices Online é uma iniciativa sem fins lucrativos do projeto “global citizens’ media” criado pelo Centro Berkman para Internet e Sociedade da Escola de Direito de Harvard, uma incubadora de pesquisa focada no impacto da Internet na sociedade.
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Para saber mais sobre blogs, leia o e-book Conquistando a Rede: Blogs (é muito bom. Usei como referência quando fiz o meu TCC).
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Por falar em TCC, aí vai a apresentação (pra quem não viu):
Tags:blogs, blogs políticos, expressão, global voices online, política, tcc, webrings
Postado por Gica Trierweiler @ 04:42:25 pm | #permalink
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Blogs políticos
Quase 9 milhões de pessoas acessam e lêem blogs no Brasil, de acordo com dados do Ibope/NetRatings de agosto de 2007. Isso representa 46% do número de internautas ativos no mês. “Os dados mostram também que o Brasil está no patamar dos Estados Unidos e do Reino Unido, mercados em que o uso de redes sociais é maior que o de blogs, mas atrás de França e, principalmente, Japão“, afirma José Calazans, analista do Ibope Inteligência.
Se esta semelhança de hábitos entre o Brasil e Estados Unidos foi atestada pelo Ibope, poderíamos imaginar que a infestação de opiniões que mudou os rumos das eleições presidenciais nos EUA pode se repetir aqui. Houve infestações blogueiras em torno de Trent Lott e Howell Raines em 2002 e 2003, respectivamente. Os blogueiros faziam, inclusive, crítica ao vivo dos debates presidenciais.
Os blogs não tinham um plano de ataque conjunto. Não havia coordenação entre eles e seus aliados em programas de rádio e em alguns redutos da mídia tradicional como a Fox News. Porém, havia uma rede e havia uma compreensão do que era fundamental, um alvo. De fato, a energia destrutiva da blogosfera é terrível quando concentrada.
Em agosto de 2007, de acordo com o Ibope/NetRatings, praticamente 15 milhões de usuários residenciais navegaram em comunidades (incluindo redes sociais, bate-papos, fóruns e blogs), o que equivale a cerca de 80% do total de internautas ativos domiciliares do mês. Desses, mais de 13 milhões (70% do total de usuários) entraram em redes sociais. A comunicação entre estes internautas é muito rápida. Em questão de segundos, um post de blog ou um scrap no orkut pode ser visto por milhões de pessoas.
A vantagem de investir no blogs em uma campanha política está na liberdade e na visibilidade que o meio proporciona. Nos blogs, não há trinta segundos ou determinados centímetrosXcoluna. No blog, você expõe suas versões e opiniões e, quanto mais transparente o tom da conversa, mais cativa será a audiência. E, melhor: tudo é rastreado pelo Google.
A credibilidade dentro destes webrings é altíssima. Pessoas afins falam sobre assuntos afins. Trocam opiniões e valorizam a visão do outro. Sabem que podem confiar porque “conhecem” o outro. A respeito da influência exercida pelos pequenos grupos, Solomon afirma que “como regra, são os pequenos grupos informais que exercem uma influência mais poderosa sobre os consumidores individuais”. Chris Anderson, autor da teoria da Cauda Longa diz que “agora, a propaganda boca a boca é uma conversa pública, que se desenvolve nos comentários de blogs e nas resenhas de clientes, comparadas e avaliadas de maneira exaustiva. As formigas têm megafones”.
Sendo assim, criar um blog oficial do candidato e manter relações com blogs de grandes audiências é muito válido e pode fazer a diferença em momentos pontuais, como nos famosos casos de aparições de escândalos, por exemplo.
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