fim.
O meu casamento acabou. Na realidade, o meu casamento implodiu. Ainda não sei o que dizer, pensar, achar disso tudo, mas eu estou bem. Na medida do possível.
Acho que eu não quero mais falar sobre isso.
Tags:vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 01:32:59 pm | #permalink
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Pára tudo, muda tudo.
Os últimos dois meses foram bastante conturbados para o urso-Tiago e eu. Gastamos horas demais pensando a respeito do nosso futuro, principalmente o nosso futuro profissional. Colocamos várias coisas em balanças espalhadas pela casa e analisamos, discutimos, questionamos, vislumbramos. E então?
Vimos que o mercado de trabalho em Santa Catarina é cruel para quem quer trabalhar com web. As oportunidades ainda estão deveras contraídas por aqui. Por mais que exista um nanomovimento de internetalização (e nem sei se o verbete existe), a cultura para este meio ainda precisa evoluir muito. E, infelizmente, acredito que o cenário deva se estabelecer daqui a alguns anos. A grande questão é que não podemos esperar pela Bela Adormecida.
Pára tudo, muda tudo. Redefine prioridades e estabelece um foco. Estamos indo embora. Escolhemos viver na quarta maior cidade do mundo e a mudança está agendada para o fim do mês que vem. Lá em São Paulo não tem apartamento de frente para o mar, mas tem todo o resto. Trânsito caótico, poluição, violência e terremotos perdem a importância quando confrontados com tudo o que se pode fazer e ser e viver na tal terra da garoa.
A todos os que participaram dessa transição, um beijo enorme. Florianópolis: se cuida e fica bem. Quem sabe um dia a gente volta (nem que seja pra criar nossos netos e curtir uma aposentadoria nos Ingleses).
* Esqueci de dizer. Vou trabalhar aqui.
Tags:reflexões, trabalho, vida, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 09:48:24 am | #permalink
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Sábado-de-sol
_Amor, acorda. Hoje é sábado!
_Ó!
Delícia. Sol e tempo livre de sobra em um sábado convidativo. Como de costume, pensamos em algum lugar para fazer um brunch. Escolhemos a Lagoa da Conceição, Café Cultura.
O lugar é bacana, com opções saborosas e vários diferenciais simpáticos. Tem mesa no sol, na sombra, lá dentro. Tem cadeira de metal e tem poltrona. Fumante e não fumante. Iogurte fresco com frutas vermelhas, croissant, tortinhas, empanados e até bacon & eggs, anunciados com destaque no cardápio bilíngüe. O preço? Salgadinho, mas vale.
Depois de matar a fome, seguimos pela Avenida das Rendeiras, escolhemos uma árvore e nos instalamos com o violão em punho. Concluímos que nossos repertórios não mudam há três anos e nos cansamos. Propus que fizéssemos uma música e o Tiago-Jaime gostou da idéia. O problema é que não conseguíamos sair dos acordes menores. Eu disse que não podia: precisávamos fazer uma música feliz. Chegamos até a metade de uma canção e desistimos. Coisa de indie/emo.
Ao chegar perto de casa, desviei a rota e fui para a rua sem saída que fica atrás do Angeloni. Saí do carro e passei a direção ao marido. Pronto, baby, vou ensinar você a dirigir. Foi engraçado demais. Nos divertimos muito e o marido de fato se saiu muito bem na sua primeira aula de direção. Aproveitamos a empolgação para fazer compras.
O Angeloni tem um problema sério com relação ao seu mix de cervejas. As nacionais sempre estão lá, mas é muito raro encontrar algo além. Quase não acreditamos quando encontramos alguns exemplares importados. Resolvemos fazer uma noite de degustação de cervejas e compramos exemplares de Hoegaarden, Stella Artois, Leffe (Bélgica), Quilmes (Argentina), Löwenbräu e Spaten (Alemanha). Quem quiser vir está convidado.
Tags:vida, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 08:00:58 pm | #permalink
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Sonhos de Bunker Hill
Faz alguns bons anos que eu li Pergunte ao Pó, de John Fante. E, pasmem, só li por causa de uma mentirinha. Explico: estava eu em Blumenau, trocando corações cibernéticos com aquele que viria a ser meu atual marido. Ainda não nos conhecíamos pessoalmente, mas a vontade de se enconstar e repirar o mesmo suspiro era grande demais.
Lembro de ter pedido que ele fosse me visitar em Dogville. Impossível: estava trabalhando demais. Fiquei pensando que eu poderia tê-lo no condado de Blumenau se escolhesse as palavras certas. Repetia pra mim: basta eu escrever a frase certa no msn e ele vem. Qual seria?
Em algum momento disse que tinha a versão comentada de Alice, uma edição maravilhosa, amarela, grande, com ilustrações originais e tudo. Ele foi rápido: Só falta dizer que você também tem um Fante. Se tiver, pego o primeiro ônibus.. Fante? A sonoridade do nome me fazia lembrar de Dante, mas eu sabia que não poderia haver semelhança alguma entre os quase-homófonos. Conhecendo ou não conhecendo, tendo ou não tendo um exemplar qualquer deste tal Fante, me precipitei: Claro que tenho, pena que está emprestado.
Infelizmente ele não pôde ir. Para não passar vergonha e ser descoberta em meio à minha mentirinha apaixonada, procurei o sr. Fante na biblioteca da universidade no dia seguinte. Pergunte ao pó: eu já havia ouvido falar muito a respeito deste livro, então resolvi começar por ele mesmo. A leitura foi rápida, o livro arfava entre as minhas mãos. No fim achei interessante, mas cansado demais. Só depois me dei conta que a obra havia nascido em 1939. Muito bem, John Fante, você me ganhou.
Depois de três anos, já casada com o Tiago-Jaime, percebi que Arturo Bandini habitava nossa estante. Sonhos de Bunker Hill foi escrito em 1982 por um John Fante doente, cego, que ditou cada palavra do livro à sua esposa, responsável por materializar a obra. Arturo Bandini continua em meio aos seus conflitos, em busca da história perfeita e de um punhado de amor, mas de forma muito mais amena.
Se você ainda não leu, procure. Nem que seja em nome de uma mentirinha amorosa.
Tags:livros, reflexões, vida, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 01:31:10 pm | #permalink
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Organização em um estante.
Só quem vive rodeado de caixas e pilhas de coisas sabe o quão irritante isso fica com o tempo. Há cinco meses nossos livros mofavam pelos cantos da toca. Ontem demos um basta na situação. Incrível como toda a dinâmica de vida de um casal pode mudar só por causa de uma estante. Ela nos transformou por completo instantaneamente: de casal bagunceiro a casal superorganizado.
Nossa Creative Suite, descabelada.
Eu e o sêo marido, preparados para o pior com ferramentas do futuro.
Antes de tudo, Lucas na porta.
Violões no cantinho.
Poderosa, vitaminada, imaculada: a estante.
Tudo no seu devido lugar.
Então tudo fica melhor.
E a CS se transforma em um lugar habitável.
A gente tarda, mas não falha.
Tags:aquisições, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 04:47:43 pm | #permalink
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Lucas, o cão.
Parece que o Lucas gostou da gente. Acho que já decidimos: ele vai cobrir o furo errado da parede, tornando-se o guardião oficial dos dvds por tabela. Depois eu publico uma foto.
Tags:aquisições, vida, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 08:31:06 pm | #permalink
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Os prazeres da vida a dois
Depois de meses de reflexões que culminaram no post abaixo, um dia pra fazer tudo ficar colorido. Acordamos cedo entre carinhos, apertos e atividades exaustivas. Depois, um passeio por belas lojas de móveis, só pra fazer de conta que temos muito dinheiro e que era só escolher e mandar entregar tudo na toca. Também encontramos uma lojinha chamada Metalville, onde uma estante de ferro nos esperava. Empacota, negocia e leva a dita-cuja para o carro. O Lucas veio no embalo. Já explico: Lucas é o nome do cachorro que compramos para decorar a sala*.
A mais-que-querida Anacris nos convidou para um delicioso passeio pela Costa da Lagoa. Fomos e relaxamos: barquinho, restaurante no meio do mar, caipirinhas, camarões infinitos. Ainda teve cafés e confissões de infância na casa da Anacris, onde também estava a chefe dela, dona Tati Porto Alegre (muito simpática, por sinal).
Voltamos para casa conversando sobre nossos contextos, dúvidas, certezas e medos. Foi um papo legal e bem longo (já que a Anacris mora longe pra caramba). Agora estamos aqui em casa, felizes, montando a estante que vai tirar nossos livros de um canto no chão e livrá-los-do-mofo-amém. Daqui a pouco começa o fórum para descobrir o melhor jeito de fixar o Lucas na parede.
Pode parecer meio imbecil, mas esse tipo de coisa deixa a gente contente, assim como foi quando compramos os quadros. O fato de personalizar nosso apartamento e deixar a toca arrumadinha do nosso jeito é muito bacana. Por mais que seja uma estante de ferro, tosca e sem nada especial, é um símbolo de vida a dois. De coisa nossa, de gente unida, de timinho, de casal querido que conquista mais uma bandeirinha. Só quem é casado pra entender como uma estante de ferro e um cachorro de plástico podem exercer tamanho poder sobre dois seres humanos.
*O marido não gostou do nome do cachorro-Lucas, mas eu sim. Ainda estou esperando que ele me dê uma sugestão melhor. Até lá vai ser Lucas mesmo.
Tags:reflexões, vida, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 07:33:29 pm | #permalink
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Os mistérios da vida a dois
Casar não é fácil. Ou melhor, casar é lindo. Administrar a tal vida a dois é que é um pouco diferente da novela. Tomada por um amor absoluto e uma vontade sem fim, perguntei para o urso se ele não gostaria de dormir e acordar comigo todos os dias. Faz cinco meses que estamos juntos, vivendo o dia-a-dia de um casal que se ama sob o mesmo teto.
Até então, eu não havia percebido a série de mudanças pelas quais passei desde que casamos. Alguns hábitos deixaram de existir, outros novos surgiram. Os objetivos, as abordagens, o foco de tudo mudou absolutamente. Ao invés de pensar em mim mesma, penso na unidade da dupla dinâmica Tiago-Jaime & Gica.
Depois da fatídica semana maluca na corrida pelo centro-oeste, me dei conta de que eu estava mesmo precisando de umas férias do casamento. Não, não pensem que eu saí sem calcinha pelas ruas de Brasília, nem que eu tenha trocado fluidos com outrém. Me refiro ao tempo para voltar a pensar um pouco em mim e, mais que tudo, nele. Esse nanodistanciamento é interessante porque ressalta algumas coisas que você não vê enquanto está submerso na realidade cotidiana. Aproveitei para refletir sobre comportamentos, ações e atitudes. Pensei muito sobre o rumo que estamos dando para as nossas vidas.
Voltei pra casa amando o marido ainda mais, embora ainda esteja cheia de dúvidas sobre o nosso futuro. Calma, eu sei que ficaremos juntos, mas como? Como estaremos no mês que vem, no ano que vem, daqui dez anos? O que precisamos fazer para manter nosso relacionamento bacana? Os mais experientes podem me chamar de psicótica por pensar nisso com cinco meses recém-completos. Os crentes nas leis cósmicas explicam fácil: ela é capricorniana. Os que me conhecem matam a charada na hora: essa é a perfeccionista Gica.
A missão é equalizar as vontades, acertar os compassos. O que me preocupa neste exato momento são as minhas vontades hiperbólicas de tudo ao mesmo tempo. Quando o Tiago e eu namorávamos a distância, este foi o motivo de muitas discussões e um punhado de términos. Presencialmente tudo fica mais contornável, mas não menos incômodo. Eu sei que nós vamos resolver. Não sei como, mas vamos. Nós somos legais demais e nos esforçamos além da conta para estarmos juntos.
Para o marido: desculpa a minha bagunça emocional. Eu ando estranha, mesmo.
Tags:reflexões, vida, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 01:01:56 pm | #permalink
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Celsius (3)

A foto prometida. Florianópolis, 15/04/2008, um dia de cachecol.
Tags:frio, vida, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 10:24:56 pm | #permalink
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Quinto
5 meses de vida mais feliz, de dias começando com beijo-abraço-coração, de troca, de cumplicidade, de descoberta, de andar pelados, de morder o ombro, de dizer que ama, de querer mais e sempre.
Urso, te amo. Obrigada.
Tags:vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 01:19:04 am | #permalink
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Quadro a quadro
Retratos do fim de semana. Saímos feito nossos quadros.
Tags:foto, vida marida
Postado por Gica Trierweiler @ 11:19:55 am | #permalink
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Mais um fim de semana
Ontem aproveitamos o dia. Fizemos feirinha de manhã (e desta vez, sem lingüiça) e começamos uma busca por uma padaria bacana no centro de Florianópolis, onde poderíamos tomar café da manhã perto do meio-dia. Não foi fácil, mas conseguimos chegar à Padaria Pão Italiano, que fica na Rua Presidente Coutinho. Lugar querido, bom atendimento e comidinhas pra lá de deliciosas. Não foi à toa que ganharam um destaque especial da Veja como o melhor lugar para se comprar pão em Florianópolis.
Depois, teve o combo cerveja + lucky strikes + bom papo + Anacris & cia. Além de matar a saudade daquela que ganhou o troféu destaque miguxo 2007, aindas fomos convidados para o almoço e eu juro que comi o porco mais frango da minha vida.
Muito cedo para voltar pra casa. Resolvemos dar uma voltinha pelo Shopping Iguatemi e encontramos presentinhos para a toca. Compramos três quadros bonitões na Wallstret Posters para emprestar um pouco de personalidade às nossas brancas paredes.
Pra quem não sabe, o Chat Noir foi um cabaré parisiense famosão no século 19. A arte do cartaz é obra do senhor Théophile-Alexandre Steinlen .
Um gato e um urso.
Uma apertadinha na bochecha da deliciosa Audrey.
A Audrey foi contratada para recepcionar as pessoas que chegam à toca. Ela ficou pendurada mais pra cima pra poder avaliar os ingressantes. Espero ter passado no exame.
Nós não temos nenhum CD dos Beatles, mas respeitamos o que eles fizeram pelo rock. O Yellow Submarine foi parar nesta parede para mexer na paleta de cores da toca. Preto-branco-vermelho na sala e multicoloridices na nossa Creative Suite.
we-all-live-in-the-yellow-submarine-the-yellow-submarine…
Aproveitamos a ocasião para pendurar as três Gicas que viviam em uma caixa. Foram para a Creative Suite também, na parede oposta a do submarino.
E assim foi.


